sábado, 25 de fevereiro de 2017

PRAIA DO PREÁ – CRUZ/CE – CARNAVAL 2017

Praia, mar, sol e gastronomia. Ingredientes para um bom carnaval
Cruz. A Praia do Preá, Litoral Norte do Ceará, fica situada no Município de Cruz à 300Km de Fortaleza. Um lugar calmo, clima agradável, praia ideal para banho em qualquer época do ano. Uma comunidade acolhedora aonde as pessoas vivem a tranquilidade de épocas passadas.
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Uma comunidade de 2.500 habitantes juntamente com Formosa, Rancho do Peixe e Cavalo Bravo. Uma comunidade bem estruturada com Postos de abastecimento, supermercados, lojas de eletrodomésticos, padarias, oficinas de carros e motos, lava lato, farmácia, Pousadas, depósitos de matéria de construção, restaurantes e lanchonetes. Ainda conta com ônibus diariamente para Cruz e Fortaleza.
Neste carnaval, pousadas e restaurantes estão preparados para receber os foliões que derem preferência a um local tranquilo, com praia agradável, água limpa e restaurantes que oferecem pratos típicos da comunidade.
Em visita às barracas, pode-se constatar que está tudo pronto par recepcionar os carnavalescos, que derem preferência a um local tranquilo para diversão e banho de mar.
No Restaurante e Pousada Pôr do Sol, de Dona Ivone, estar aberto, diariamente, a partir das oito horas com pratos típicos de galinha e camarão. Um local aconchegante ideal para encontro de amigos, bate papo, acalentado pela brisa agradável que vem do mar.
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A Barraca da Mônica, na orla marítima, ao som das ondas do mar, oferece Bife de Robalo ao Molho de Camarão acompanhado de outros sabores da nossa gastronomia bem peculiar. Não abre à noite. O local é bastante aconchegante. Ponto preferido dos turistas e visitantes.
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O restaurante Vivendo do Mar, aberto diariamente, das nove às 22 horas. Oferece pratos diversos, com destaque para o Trio: Robalo, Polvo e Camarão. O Prato da casa mais preferido é cioba grelada com camarão ou Filé de serigado Grelhado ao molho.

Confira os principais pontos do currículo de Alexandre de Moraes, o novo ministro do STF


Foto: https://www.brasil247.com/pt/colunistas/eduardoguimaraes/281536/Sabatina-de-Alexandre-de-Moraes-farsa-que-esbofeteia-o-Brasil.htm

  • Nasceu em 13 de dezembro de 1968, dia da promulgação do AI5.
  • Em sua tese de doutorado “Jurisdição constitucional e tribunais constitucionais – garantia suprema da Constituição”, defendeu que, na indicação ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, fossem vedados os que exercem cargos de confiançadurante o mandato do presidente da República em exercício” para que se evitasse “demonstração de gratidão política“.
  • Sob essa mesma tese pesa uma grave acusação de plágio de trechos do jurista espanhol Francisco Rubio Llorente.
  • Foi advogado em 123 processos da Transcooper, uma das cinco empresas e associações que está no alvo de investigação sobre lavagem de dinheiro e corrupção pela organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
  • Recebeu R$360 mil da campanha de Aécio Neves à Presidência da República em 2014.
  • Foi advogado de ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em 2014 em ação sobre o uso de documentos falsos.
  • Foi secretario de segurança pública de SP no governo de Geraldo Alckmin, durante sua gestão a PM foi responsável por 1 em cada 4 assassinatos no estado. Dando a ele o “título” de secretario com mais mortes no currículo.
  • Se tornou ministro da Justiça de Michel Temer quando houve a ruptura democrática em 12 de maio de 2016.
  • Desviou recursos do Fundo Penitenciário para ações de repressão e “inteligência” policial.
  • Esvaziou o Conselho Nacional de Política Penitênciária.
  • Durante a crise penitenciária em Roraima, mentiu publicamente dizendo que havia oferecido ajuda ao estado, foi desmentido pela Governadora Suely Campos (PP-RR).
  • Foi ao Paraguai cortar pés de maconha e prometeu exterminar a planta no continente.
  • A Polícia Federal apreendeu documentos na Operação Acrônimo, que citam o pagamento de R$4 milhões entre 2010 e 2014 à Alexandre de Moraes.
  • Durante a campanha municipal em Ribeirão Preto (SP), vazou informações sigilosas sobre a Operação lava Jato.
  • Foi indicado por seu amigo pessoal Michel Temer à vaga do STF após a morte de Teori Zavaski em um acidente de avião em janeiro, na véspera de homologar as delações da construtora Odebrecht na Operação Lava Jato.
  • Se desfiliou do PSDB em 07 de fevereiro de 2017, após a sua indicação ao STF.
  • No mesmo dia 07 de fevereiro foi a uma sabatina “informal” no barco do senador Wilder Morais (PP-GO) com a presença de mais 8 senadores.
  • Omitiu em sua declaração que sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, tem ações em curso no Supremo Tribunal Federal.
  • Vai herdar o pedido de vistas do falecido Ministro Teori Zavaski sobre a descriminalização da maconha.
  • Será Ministro do STF por VINTE SEIS ANOS.
http://alertasocial.com.br/?p=2931

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

MELHOR AMIGO DE TEMER DELATA ELISEU PADILHA

247 – O governo de Michel Temer começou a desmoronar neste fim de semana. Isso porque o melhor amigo de Temer, o empresário José Yunes, decidiu delatar o segundo melhor amigo de Temer, que é o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.
Em entrevista à revista Veja, Yunes afirmou ter sido "mula" de Padilha.
Mula é uma expressão usada no tráfico de drogas. O termo se refere ao indivíduo que, conscientemente ou não, transporta droga em seu corpo, geralmente para outros países.
Yunes, que era assessor especial da presidência da República, foi citado na delação premiada de Claudio Melo Filho, da Odebrecht, e foi forçado a deixar o cargo. Ele foi citado porque R$ 4 milhões dos R$ 11 milhões pedidos por Temer à Odebrecht, em pleno Palácio do Jaburu, teriam sido entregues em seu escritório de advocacia. O dinheiro saiu do departamento de propinas da empreiteira.
Com a entrevista deste fim de semana, Yunes tenta limpar a sua barra e joga a bomba no colo de Padilha, que se torna insustentável no comando da Casa Civil – a menos que o procurador-geral Rodrigo Janot decida não denunciá-lo.
Abaixo, texto postado por Gerson Camarotti:
O presidente Michel Temer foi informado que seu amigo e ex-assessor José Yunes deu depoimento ao Ministério Público Federal no qual relata que recebeu “documentos” do doleiro Lúcio Funaro a pedido do atual ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, durante a campanha presidencial de 2014. Segundo delação premiada de Cláudio Melo, ex-executivo da empreiteira Odebrecht, Yunes recebeu em seu escritório, em dinheiro vivo, R$ 4 milhões que seriam parte de um repasse de R$ 10 milhões. Após a revelação do conteúdo da delação de Melo, em dezembro, José Yunes pediu demissão do cargo de assessor especial da Presidência.Nesta quinta-feira (23), Yunes esteve em Brasília e visitou Michel Temer no Palácio da Alvorada. A assessoria do Palácio do Planalto confirmou o encontro, mas não revelou o teor da conversa.Foi Yunes quem procurou o Ministério Público para prestar depoimento e dar sua versão dos fatos. Segundo o relato de Yunes, Eliseu Padilha ligou para ele e disse que uma pessoa iria deixar em seu escritório em São Paulo documentos que depois seriam retirados por um emissário. Ao chegar ao local, a pessoa se identificou como “Lúcio”. Yunes conta que pensava se tratar do deputado Lúcio Vieira Lima, irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima.Mas, ao receber o portador dos documentos, viu que era o doleiro Lúcio Funaro, preso e apontado pela Polícia Federal como operador do deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Yunes disse que falou rapidamente com Funaro e que achou a conversa “maluca”. Segundo relato de Yunes, Lúcio Funaro deixou o “documento” no escritório. Horas depois, outra pessoa pegou o envelope deixado por Funaro, que tinha como destinatário o ex-ministro Geddel Vieira Lima.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/281999/Melhor-amigo-de-Temer-delata-Eliseu-Padilha.htm

SUÍÇA BLOQUEIA CONTAS LIGADAS AO SENADOR LOBÃO

Geraldo Magela/Agência Senado 247 - Autoridades da Suíça bloquearam preventivamente contas ligadas ao senador Edison Lobão, e o Ministério Público do país europeu agora investiga se elas teriam sido usadas para receber propina; foi o próprio banco suíço que, após o nome de Lobão aparecer entre os citados na Lava Jato, optou por comunicar as autoridades do país europeu; as contas, no entanto, não estão em nome do senador, mas de pessoas e empresas ligadas a ele; chamou a atenção dos investigadores é que parte das transferências ocorreu sem qualquer tipo de justificativa, o que acendeu sinais de alerta entre os serviços de monitoramento; líder da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), foi Lobão quem presidiu a sabatina de Alexandre de Moraes
As informações são de reportagem de Jamil Chade na Folha de S.Paulo.
"Lobão é alvo de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionados à Operação Lava Jato; ele foi citado em delações premiadas como um dos beneficiários do esquema de desvio de dinheiro na Petrobrás ao lado de outros nomes do PMDB. Em outro inquérito, é investigado por irregularidades nas obras das usinas de Angra 3 e Belo Monte.
Controladores das contas procuraram a Jutiça da Suíça para tentar impedir o compartilhamento de informações sobre a movimentação bancária com autoridades brasileiras, impedindo que os dados possam ser usados em processos no Brasil. Por duas vezes, no entanto, os tribunais suíços rejeitaram os recursos apresentados.
Numa das decisões, os advogados alegaram que não existem provas de que o dinheiro tenha origem suspeita e que a medida é desproporcional. Os juízes, porém, rejeitaram o argumento.
Mesmo após a recusa, os documentos e extratos não foram repassados ao Brasil porque o processo ainda está em andamento na Suíça. O Ministério Público da Suíça optou por manter bloqueadas as contas até que seja esclarecida a origem."
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/282017/Su%C3%AD%C3%A7a-bloqueia-contas-ligadas-ao-senador-Lob%C3%A3o.htm

TEMER PODE DESEMPREGAR MAIS 1 MILHÃO COM FIM DO CONTEÚDO LOCAL

247 – Não contente com a maior taxa de desemprego e todos os tempos, divulgada nesta quinta-feira 23 pelo IBGE, e que aponta que 24,3 milhões de pessoas ficaram sem trabalho em 2016, Michel Temer pode desempregar mais 1 milhão de trabalhadores brasileiros do setor de petróleo e gás.
Isso porque o governo decidiu alterar – e praticamente dar fim – à política industrial de conteúdo local no setor, irritando profundamente a indústria e provocando consequências drásticas para a economia do País, os brasileiros e os empresários. A previsão dos mais 1 milhão de desempregados é da própria indústria, segundo reportagem da Agência Estado nesta quinta.
O motivo: a frustração nos negócios da cadeia fornecedora, que teria investido, nos últimos anos, mais de US$ 60 bilhões na implementação e capacidade de produção para atender a demanda nacional do setor.
"Empresas multinacionais que para cá vieram por conta do conteúdo local, encerrarão suas atividades no Brasil e passarão a fornecer bens e serviços a partir de outros países, acarretando maior desemprego e perda de renda", explica o movimento "Produz Brasil", que reúne 14 entidades representantes de fornecedores. Para eles, as medidas anunciadas pelo governo sinalizam o fim do conteúdo local.
A reportagem diz ainda que o setor contava com o apoio do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços durante as discussões sobre a nova política, enquanto o Ministério de Minas e Energia atuou, principalmente, para atender as reivindicações das grandes companhias petroleiras, que prometem ao governo ampliar o investimento no Brasil.
O maior problema da mudança na política, na opinião do presidente do Conselho de Óleo e Gás da Abimaq, Cesar Prata, é a definição de 25% de conteúdo local para as plataformas de petróleo. Atualmente, esse índice é de 65%, mas o setor aceitava reduzir para 40%, com separação entre serviços e materiais.
Para exploração em terra, o índice de conteúdo local será 50%. Nos blocos em mar, o conteúdo mínimo será de 18% na fase de exploração, 25% para a construção de poços e 40% para sistemas de coleta e escoamento. Nas plataformas marítimas, o percentual será 25%. Atualmente, os percentuais de conteúdo local são definidos separadamente em cada rodada nos editais que são publicados para chamar os leilões.
http://www.brasil247.com/pt/247/economia/281960/Temer-pode-desempregar-mais-1-milh%C3%A3o-com-fim-do-conte%C3%BAdo-local.htm

DELATADO PELA ODEBRECHT E PELO MELHOR AMIGO DE TEMER, PADILHA SE LICENCIA

247 - Após ser delatado por José Yunes, melhor amigo e ex-assessor de Michel Temer, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, tirou licença ontem do governo alegando problemas de saúde. Ele viajou para Porto Alegre (RS), onde tem residência, e deve fazer ainda no fim de semana uma cirurgia para retirada da próstata. Padilha sai no momento em que Yunes afirmou ter recebido, a pedido dele, um "pacote" em seu escritório entregue por Lucio Funaro, tido como operador do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
As informações são da coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo.
"Em delação premiada, Claudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht, afirma que enviou dinheiro vivo ao escritório de Yunes também a pedido de Padilha.
Ele não se pronunciou sobre as declarações de Yunes.
O ministro passou mal na segunda-feira (20) e foi internado no hospital do Exército, em Brasília, depois de uma hemorragia causada por obstrução urinária. Exames mostraram aumento da próstata e a necessidade de cirurgia.
Ontem, ele se reuniu com Temer e apresentou pedido de licença médica para se submeter ao procedimento. Já em Porto Alegre, fez exames preparatórios para cirurgia no hospital Moinhos de Vento.
A previsão inicial é de que no dia 6 de março ele volte a despachar em seu gabinete no Palácio do Planalto."
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/282028/Delatado-pela-Odebrecht-e-pelo-melhor-amigo-de-Temer-Padilha-se-licencia.htm

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

DELATADO PELA ODEBRECHT, SERRA PEDE DEMISSÃO

Beto Barata/PR 247 - O ministro das Relações Exteriores, José Serra, pediu demissão do governo Michel Temer nesta quarta-feira 22. Primeiro tucano a integrar a equipe de Temer, Serra alegou motivos de saúde na carta em que pediu sua exoneração.
"Faço-o com tristeza, mas em razão de problemas de saúde que são do conhecimento de Vossa Excelência, os quais me impedem de manter o ritmo de viagens internacionais inerentes à função de chanceler", diz Serra.
Segundo o tucano, o tempo para sua recuperação, de acordo com os médicos, é de quatro meses. "Para mim, foi motivo de orgulho integrar sua equipe", afirma.
Serra é acusado pela Odebrecht, em delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato, de ter recebido R$ 23 milhões em propina na Suíça.


http://www.brasil247.com/pt/247/poder/281769/Delatado-pela-Odebrecht-Serra-pede-demiss%C3%A3o.htm

Por que é hora de falarmos de Lula?


(originalmente publicado no blog de Marcelo Auler)
O estado de degradação moral, de corrompimento institucional e de dissolução social do Brasil, com destruição de ativos estratégicos em escala nunca dantes vista, é consequência da ruptura do consenso político construído após a ditadura militar e consolidado com a Constituição de 1988.
A ruptura se deu num processo iniciado com o chamado caso do “mensalão” e se completou com a destituição da Presidenta Dilma Rousseff. Para rasgar o voto de 54 milhões de eleitores, recorreu-se fraudulentamente ao instituto constitucional do impedimento. Armaram-se os golpistas com uma maioria de ocasião no parlamento, cevada com recursos públicos desviados por Eduardo Cunha e sua organização de trombadinhas espalhados por partidos sem conteúdo programático nem militância espontânea. O impedimento foi dinamizado pelos perdedores das eleições de 2014 e só logrou ser bem-sucedido graças à omissão imprópria do Ministério Público e do Judiciário.
Eis-nos agora sentados, desorientados, sobre os escombros da nossa recente e promissora democracia inclusiva. Não foi perfeita, pois nada neste mundo o é. Equilibrou-se sobre um pacto entre forças progressistas e os velhos agentes do atraso, com suas tradicionais práticas patrimonialistas. Mas, no sistema político vigente, foi a única receita institucional para garantir governabilidade a quem quisesse levar adiante transformações de cunho ético, social e geoestratégico. Mudanças na cultura política precisam de tempo e decorrem de pressões sociais resultantes das adversidades dessa cultura.
Um dos problemas mais sérios da nossa jovem democracia foi, porém, o crescente corporativismo de carreiras da elite do funcionalismo, expressão da mesma natureza patrimonialista de nossas práticas políticas. As carreiras melhor remuneradas atraíram para seus quadros os velhos sujeitos do privilégio. Transformaram instituições em instrumentos de sua própria valorização, para alavancagem de seus ganhos. A fronteira entre o institucional e o corporativo desapareceu.
O Estado não foi apropriado apenas por políticos que se serviram de recursos públicos para garantir sua perpetuação no poder, mas também por agentes públicos que usaram de suas graves atribuições para colocar o governo sob pressão e assim lograr a consolidação de sua posição de poder e de privilégio na máquina administrativa. Não há diferença nenhuma entre a “corrupção” de uns e a de outros. O resultado é um Estado fraco, fragmentado entre diversos polos políticos, em permanente conflito, presa fácil de forças externas interessadas nos ativos de nosso país.
Com a administração pública sob crescente cerco de suas elites e a classe política extorquindo prebendas e cargos em troca de apoio, o único ator capaz de garantir um mínimo de reequilíbrio seria o Supremo Tribunal Federal.
Ocorre que há algum tempo essa corte perdeu sua capacidade de ação contramajoritária, preferindo, nos casos de elevado impacto sobre o sistema politico, seguir a “opinião pública”, mostrando-se mais preocupada com o eventual desgaste de seus membros do que com a catástrofe político-institucional que se abateu sobre o País.
Campanha midiática – A dita “opinião pública” não representa nada a não ser os formadores de opinião, leia-se: a mídia comercial. Não tem mandato para falar em nome da sociedade e, pelo contrário, vive da manipulação remunerada. Notícia, já se disse alhures, é que nem jabuti em árvore: como não sobe sozinho, só chega à altura se alguém o colocar lá. Quem não conhece a estória por trás da notícia está sendo sistematicamente engambelado. Todas têm estória: por que foram colocadas lá, na primeira ou na segunda ou na terceira página? Por que lhe deram esse título e não aquele? Quem solicitou a notícia? E por aí vai… Corretamente formuladas e respondidas, tais perguntas descortinam um cenário de conspirações e engodos.
A chamada campanha de “combate à corrupção” é em boa parte uma campanha midiática com interesses específicos. Para começar, os órgãos da persecução penal dela não carecem no cumprimento da sua missão. Quanto mais discretamente trabalham, menos resistência encontram. A resistência se dá sobretudo pela exposição, pela devassa pública, que destrói reputações antes mesmo da culpa formada.
Quando os imputados são atores políticos, a reputação é seu maior ativo e é por demais explicável que reajam furiosamente a seu tangenciamento arbitrário e usem todo o seu poder para obstar o estrépito em torno de si.
Se a campanha midiática não serve à atuação, a que serve? Serve aos desideratos corporativos. Serve ao fortalecimento das carreiras da elite do funcionalismo, como verdadeira ação de relações públicas. Já o vimos antes, na campanha contra a PEC 37, em 2013, como o Ministério Público conseguiu derrotá-la com um discurso maniqueísta em seu favor, veiculado pela grande mídia. Ao proclamarem que a PEC era a “PEC da impunidade” – um contrassenso rotundo, já que se tratava apenas de definir a investigação criminal como atividade típica da polícia judiciária -, os membros do Ministério Público posavam de heróis na moralista cruzada contra a criminalidade, mormente a que envolvia atores graúdos da política. Nessa qualidade, passaram a ser temidos por administradores, que teriam doravante – esta a intenção latente – mais “simpatia” por sua corporação.
Fato é que o “combate” à corrupção pouco tem a ver com corrupção em si. Talvez o tenha, apenas, na medida em que se avizinha do desvio de atribuições constitucionais e legais para seu uso corporativo. Mas não muito mais. Em verdade, diz respeito, em sua ação, à inviabilização de um projeto de Estado inclusivo e da consolidação do Brasil como ator global. Principal instrumento desse “combate”, a Lava Jato ajudou a derrubar o governo Dilma Rousseff com vazamentos de interceptações telefônicas ilegais e de delações extorquidas de investigados detidos por meses a fio, recheadas de afirmações não provadas, num “timing” calculado e articulado com a mídia.
A bola da vez – A operação quebrou grande parte do setor de infraestrutura do País e destruiu centenas de milhares de empregos. Colocou no poder uma malta descomprometida com um projeto nacional, mais preocupada em atrair negócios para si e os seus, sem zelo pelo custo social e estratégico. Pôs em cheque a credibilidade das instituições ao fazer alarde e atuar seletivamente. E rasgou a Constituição ao se permitirem, os membros do MPF, estabelecer relações onerosas e de alto risco para os interesses do país com Estados estrangeiros, sem intervenção do Executivo e do Senado Federal.
E aqui chegamos, ajudando nossos irmãos do Norte na apropriação de ativos estratégicos, sem um pio do Ministério Público, a quem a Constituição incumbiu a defesa da democracia e do interesse público.
É, porém, da natureza dessas elites do serviço público não sossegarem na atuação de risco que as prestigiam. O show tem de continuar. Assim a bola da vez são os golpistas que num primeiro momento se beneficiaram do trabalho estrambótico do Ministério Público. Só que, nesta nova fase, o complexo policial-persecutório provavelmente não contará com o apoio midiático. A mídia já vem substituindo suas acusações seletivas contra o PT, contra Dilma Rousseff e contra Lula por uma indignação seletiva, como, aliás, certos atores da cúpula do Judiciário. Passam a criticar o exibicionismo do juiz federal de piso de Curitiba. Demonstram cólera com as prisões pré-processuais sem prazo. O arbítrio a que expuseram Lula e o PT não pode valer para os que derrubaram Dilma. E este é o momento da grande desmoralização de todo o projeto golpista-corporativo.
Hora da representação popular – Como sairemos desta situação dramática? A derrocada institucional só pode ser freada com um banho de legitimidade na política brasileira. Eleições gerais são um pressuposto para salvação da democracia. Só por meio delas encontraremos a base para a reforma política e a reforma do Estado, que redesenhará o papel e a relevância de órgãos que abrigam as elites do serviço público, nelas incluídos o Ministério Público e o Judiciário.
É fundamental que a representação popular, revigorada por atores menos comprometidos com as práticas patrimonialistas, volte a ser o centro da ação política, colocando o Supremo Tribunal Federal de volta no seu lugar de ação complementar, secundária.
Para dar início a esse processo, por mais contraditório que para alguns possa parecer, é vital que um personagem retorne ao palco da política nacional como protagonista: Luiz Inácio Lula da Silva.
Perseguido, caluniado, difamado, injuriado e submetido à ação arbitrária do juiz de piso que o fez conduzir coercitivamente aos olhos do público, somente para abalar sua reputação, Lula permanece na luta mais forte e mais legitimado que dantes. Cresceu aos olhos da sociedade, principalmente quando se comparam os resultados de seus governos com a ação medíocre e lesa-pátria dos golpistas. É um gigante da política, na linhagem de Getúlio Vargas e JK. Conseguiu, a despeito de todas as aleivosias contra si lançadas, manter-se aberto ao diálogo com os adversários implacáveis.
Enquanto outros queimaram seus galeões, Lula sempre construiu pontes. É, de certo, o único personagem da política nacional capaz de fazer superar a polarização criada com a ação perversa da mídia e o ódio das elites.
Contra Lula, nada de concreto. As acusações vêm ruindo uma a uma pelas palavras das testemunhas, não só da defesa, mas, também, da acusação. Põe-se a nu o caráter politiqueiro das iniciativas persecutórias, em uma ação que usou-se chamar de “lawfare”, o uso de procedimentos jurisdicionalizados como estratagema de destruir um inimigo político.
Exemplo mais pornográfico dessa prática é dado pelo recentíssimo “indiciamento” de Lula por um delegado em Brasília, para atribuir-lhe, ao comando do Procurador-geral da República, obstrução de justiça, por ter tomado posse como Ministro-Chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff.
Além da tese aventureira estar calçada em elemento de convicção invalidado pelo ministro Teori Zavascki, saudoso relator dos processos da Lava Jato no STF, o próprio tribunal, em recente julgamento, no caso de Moreira Franco, vulgo “Angorá”, considerou a nomeação de investigado para o cargo de ministro inepta para obstruir a justiça.
A iniciativa é tão rasteira quanto a insistência do juiz federal de piso de Curitiba, de manter audiência de instrução em ação penal contra Lula na data antes marcada, a despeito do luto do réu pelo falecimento de sua esposa.
Mas a sociedade não se deixa enganar. Quando lhe dói na pele, sabe distinguir os mocinhos dos bandidos. É só olhar para o estado desolador do país para saber quem é quem. Enquanto Lula logrou governar com ampla maioria, sempre trabalhando consensos e acordos, os golpistas, que se assenhorearam do poder com a destituição fraudulenta da Presidenta Dilma Rousseff, fazem questão de governar contra tudo e contra todos, sem legitimidade ou apoio popular, para socar, goela abaixo da sociedade, retrocessos sociais, econômicos e políticos, nos mais diversos temas. Não consultam e nem debatem. Passam o rolo compressor sobre qualquer resistência com uma maioria dócil no Congresso, comprada com favores e cargos.
Queiram ou não os golpistas, a volta de Lula é a saída mais adequada para a crise do país, pois só ele conseguirá recosturar as alianças necessárias para superar os conflitos que esgarçaram nosso tecido institucional e só com ele o país pode voltar à condição de membro respeitado no concerto das nações. Precisamos falar dele e trabalhar já essa perspectiva de seu retorno, para não dar tempo – “timing”, na linguagem de um delegado politiqueiro – àqueles que desejam rifar em definitivo o Estado inclusivo e buscam minar a opção política por Lula através de chicanas persecutórias. O único meio de calá-los é o apoio maciço dos eleitores. Vamos à luta!
(*) Wadih Damous, advogado, Deputado Federal (PT-RJ), ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Rio de Janeiro e ex-presidente da Comissão da Verdade do Estado do Rio de Janeiro.
http://www.brasil247.com/pt/colunistas/wadihdamous/281596/Por-que-%C3%A9-hora-de-falarmos-de-Lula.htm

Por Fernando Brito, do Tijolaço - Se inteligencia não fosse algo tão raro no Brasil de hoje, a capa do Estadão causaria no país o mesmo que provoca em todas as pessoas que entendem a vergonha que passamos neste país, consumado ontem e pronto para receber, hoje, o carimbo de autenticação.
O velho Leonel Brizola, que trazia das décadas passadas, do gauchismo e do espanhol da fronteira e do exílio, algumas palavras incomuns, tinha uma para descrever o que está se passando: contubérnio.
Embora também tenha este sentido em português, é no espanhol que ele tem a definição precisa: “la noción de contubernio, que tiene su fuente etimológica en el latín (contubernĭum), se utiliza para nombrar a un acuerdo o una asociación que resulta censurable o indigna. El término puede aplicarse sobre pactos ilícitos, conspiraciones y otros entendimientos que merecen repudio”.
Pois é o sentido exato do que se fez: a associação indigna entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário com o claro propósito de que a Justiça, aqui, passe a ser a ferramenta de punir quem lhes desagrada, enquanto a si mesmos cobrem-se com a impunidade.
Sei que há muitos comentários sobre o que virá à frente, assim que o ameganhado ministro vestir a toga e, com a sem-cerimônia que revelou na sabatina, passe a exercitar sua “imparcialidade” e “isenção” de julgador.
Mas nada, neste momento, supera a sensação de nojo, de vergonha, de ver ser organizada na corte suprema brasileira a “suruba generalizada” desejada por Romero Jucá.
Logo teremos mais, os encontros “privê” com Michel Temer, ou les ménages também com Gilmar Mendes, enquanto Edson Fachin, fica com suas razões de fuinha humilde, Luís Alberto Barroso transcende em suas filosofias, Cármem Lúcia agarra-se a seus santos , Ricardo Lewandowski mantém seu ar de “cansei” e Marco Aurélio Mello segue em sua carreira de “voto vencido”.
Enquanto isso, os alemães “sobram” em campo.
O 6 a 5 (ou pouco mais, porque os nossos diletantes ministros são dados a exercícios da quinta-essência rabelaiseana , avaliando o salto das pulgas e traçando preciosos desenhos na água) são o 7 a 1 de nosso Estado de Direito.
É possível voltar a vencer, necessário mesmo.
Mas a vergonha ficará, pelos tempos, na figura torpe que, por um quarto de século, dará ao nosso Supremo uma face lombrosiana.
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/281641/Tijola%C3%A7o-Supremo-passa-a-ter-uma-face-lombrosiana.htm

TIJOLAÇO: SUPREMO PASSA A TER UMA FACE LOMBROSIANA

Por Fernando Brito, do Tijolaço - Se inteligencia não fosse algo tão raro no Brasil de hoje, a capa do Estadão causaria no país o mesmo que provoca em todas as pessoas que entendem a vergonha que passamos neste país, consumado ontem e pronto para receber, hoje, o carimbo de autenticação.
O velho Leonel Brizola, que trazia das décadas passadas, do gauchismo e do espanhol da fronteira e do exílio, algumas palavras incomuns, tinha uma para descrever o que está se passando: contubérnio.
Embora também tenha este sentido em português, é no espanhol que ele tem a definição precisa: “la noción de contubernio, que tiene su fuente etimológica en el latín (contubernĭum), se utiliza para nombrar a un acuerdo o una asociación que resulta censurable o indigna. El término puede aplicarse sobre pactos ilícitos, conspiraciones y otros entendimientos que merecen repudio”.
Pois é o sentido exato do que se fez: a associação indigna entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário com o claro propósito de que a Justiça, aqui, passe a ser a ferramenta de punir quem lhes desagrada, enquanto a si mesmos cobrem-se com a impunidade.
Sei que há muitos comentários sobre o que virá à frente, assim que o ameganhado ministro vestir a toga e, com a sem-cerimônia que revelou na sabatina, passe a exercitar sua “imparcialidade” e “isenção” de julgador.
Mas nada, neste momento, supera a sensação de nojo, de vergonha, de ver ser organizada na corte suprema brasileira a “suruba generalizada” desejada por Romero Jucá.
Logo teremos mais, os encontros “privê” com Michel Temer, ou les ménages também com Gilmar Mendes, enquanto Edson Fachin, fica com suas razões de fuinha humilde, Luís Alberto Barroso transcende em suas filosofias, Cármem Lúcia agarra-se a seus santos , Ricardo Lewandowski mantém seu ar de “cansei” e Marco Aurélio Mello segue em sua carreira de “voto vencido”.
Enquanto isso, os alemães “sobram” em campo.
O 6 a 5 (ou pouco mais, porque os nossos diletantes ministros são dados a exercícios da quinta-essência rabelaiseana , avaliando o salto das pulgas e traçando preciosos desenhos na água) são o 7 a 1 de nosso Estado de Direito.
É possível voltar a vencer, necessário mesmo.
Mas a vergonha ficará, pelos tempos, na figura torpe que, por um quarto de século, dará ao nosso Supremo uma face lombrosiana.
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/281641/Tijola%C3%A7o-Supremo-passa-a-ter-uma-face-lombrosiana.htm