quinta-feira, 21 de maio de 2015

Hildegard Angel: “Nunca um homem sofreu tal linchamento e se manteve de pé”

 
Hildegard Angel, STF, Zé Dirceu

: Texto da jornalista Hildegard Angel aborda o drama do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. “Nem mesmo o mais reles criminoso foi satanizado de tal forma ou sofreu linchamento tão perverso”, diz ela, que batizou o chamado “mensalão” como Mentirão; cineasta Tata Amaral prepara documentário sobre os últimos meses de Dirceu, chamado “O grande vilão”

Pescado do Brasil 247

247 – Colunista do Jornal do Brasil, a jornalista Hildegard Angel publicou ontem um desabafo em defesa de José Dirceu. Segundo ela, nunca uma pessoa foi tão acatada, humilhada e linchada na história do País. Leia abaixo:

JOSÉ DIRCEU: NUNCA, ANTES, NA HISTÓRIA DESTE PAÍS, UM HOMEM SOFREU TAL LINCHAMENTO

Ao fim da transmissão, quinta-feira, da sessão no STF, Maria Alice Vieira, a colaboradora braço direito de José Dirceu, anunciou que todos os presentes ali reunidos no salão de festas do prédio do ex-Chefe da Casa Civil estavam convidados para retornar na próxima quarta-feira e, juntos, assistirem novamente à próxima sessão, que provavelmente deverá julgar os Embargos Infringentes, assim todos esperam.

Havia no ar uma certa sensação de alívio. Alguém atrás de mim comentou: “Mais uma semana!”. O que entendi como “mais uma semana de esperança”.

O irmão de José Dirceu, Luís, que naquela manhã teve um mal estar cardíaco e precisou ser atendido numa clínica, veio me cumprimentar e agradecer o apoio, “em nome da família”. Gesto inesperado e tocante, de quem estava claramente emocionado.

José Dirceu é o que a literatura define como “homem de fibra”. Impressionante como se manteve e se mantém de pé, ao longo de todos esses anos, mesmo atacado por todos os lados, metralhado por todas as forças, todos os poderosos grupos de mídia, os políticos seus detratores, todas as forças da elite do país, formadores de opinião de todos os segmentos e matizes, de forma maciça e ininterrupta, massacrante.

De modo como jamais se viu uma pessoa nesta Nação ser ofendida, ele vem sendo acossado, desmoralizado, num processo de demolição continuada, sem deixarem pedra sobre pedra, esmiuçando-se cada milímetro de sua intimidade, devassando, perseguindo, escarafunchado e, sem qualquer evidência descoberta, juízes o condenam proferindo frases do tipo “não tenho prova cabal contra Dirceu, mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite”. Nem mesmo o mais reles criminoso foi satanizado de tal forma ou sofreu linchamento tão perverso.

Com tal carga a lhe pesar sobre os ombros, ele não os curva. Às vezes mais abatido, outras aparentemente decepcionado, contudo sempre em combate, preparando-se para o momento seguinte. Não se queixa, não acusa, não lamenta, nem cobra a ausência de apoio daqueles que, certamente, deveriam o estar respaldando. É discreto. Não declina nomes. Nunca deixa transparecer quem está próximo dele, quem não. Um eterno militante de 68, que jamais despiu a boina.

“Família”, antes da reunião daquela tarde, em seu prédio, com os companheiros que o apoiam nessa via crucis penal, para juntos assistirem à transmissão da TV Justiça, ele almoçou em casa com suas três ex-mulheres, filhas, irmãos, uma confraternização familiar necessária para quem poderia, dali a algumas horas, escutar o pior dos resultados.

E lá estávamos nós, aguardando sua chegada, falando baixo, sem grande excitação no ambiente, enquanto um técnico ajeitava, no laptop, o projetor das imagens da TV que seriam exibidas na parede.

A diretora de cinema Tata Amaral fez uma preleção sobre seu filme “O grande vilão”, um documentário sobre esse período da vida de Dirceu, “o homem mais perseguido da história da República”, e distribuiu termos de autorização de uso de imagem para que os presentes, que assim o desejassem, assinassem. Pelo que percebi, todos assinaram.

Dirceu cumprimentou um por um, agradecendo a presença de todos. Parecia calmo ao chegar. E calmo permaneceu até o final. Quando se despediu de mim, José Dirceu disse, elogiando: “O ministro Barroso estava certo, quando defendeu a suspensão da sessão até a próxima semana”.

Ele se referia à argumentação do ministro Luis Roberto Barroso, que, para garantir aos advogados plena defesa dos réus, usou a frase “seria gentil e proveitoso dar aos advogados a oportunidade de apresentar memoriais”. Ponderação que o presidente Joaquim Barbosa acolheu muito a contragosto.

Na próxima semana, estaremos lá todos com você de novo, José Dirceu. Acredito em sua inocência. Acredito em Mentirão, não em Mensalão, que para mim existe muito mais para desqualificar a luta dos heróis e mártires da ditadura militar do que para qualquer outra coisa. Mais para justificar o apoio dado pela direita reacionária de 1964 – as elites e a classe média manipulada – ao totalitarismo que massacrou nosso país, tolheu nossa liberdade e nosso pensamento, dizimou valores, destruiu famílias, acabrunhou, amedrontou, paralisou, despersonalizou e tornou apático o povo brasileiro por duas décadas.

E como alvo maior desse processo de desqualificação reacionária, que ressurge como um zumbi nostálgico assombrando o país, foi eleito José Dirceu, o qual, como bem analisa o cineasta Luiz Carlos Barreto, cometeu o grave delito de colocar no poder um sindicalista das classes populares, o Lula.

Pois foi por obra, empenho, articulação e graça de José Dirceu que Luís Inácio Lula da Silva chegou a Presidente da República. E chegou com um projeto político de sucesso, bem estruturado, com um discurso certo, que alçou Luís Inácio não só a um patamar diferenciado de Estadista em nossa História, como também a um conceito internacional jamais alcançado por um Chefe de Estado brasileiro.

Grande parte disso tudo pode ser creditada (ou, segundo interpretação de alguns,debitada) a José Dirceu.

Motivos não faltaram nem faltam para essa obsessão de tantos por destrui-lo.

https://luizmullerpt.wordpress.com/2013/09/08/hildegard-angel-nunca-um-homem-sofreu-tal-linchamento-e-se-manteve-de-pe/

Relatório confirma versão de Dilma sobre Pasadena

 

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Documento elaborado pelo comitê de auditoria da Petrobras sobre a compra da refinaria de Pasadena em 2006 aponta que o ex-diretor Nestor Cerveró omitiu informações relevantes em apresentações à diretoria e ao conselho, que resultaram em "substanciais perdas financeiras para a Petrobras"; ata confirma versão da presidente Dilma Rousseff de que o conselho, que presidia na época, não foi informado sobre as cláusulas "Marlim" e "put option"

20 de Maio de 2015 às 06:41

247 – Um relatório elaborado pelo comitê de auditoria da Petrobras sobre a compra da refinaria de Pasadena em 2006, confirma a versão da presidente Dilma Rousseff de que o conselho de administração da estatal, que presidia na época, não foi informado sobre as cláusulas "Marlim" e "put option".

O conselho autorizou a compra de 50% da refinaria por US$ 360 milhões. Posteriormente, a estatal foi obrigada a ficar com 100% da unidade, antes compartilhada com a empresa belga, Astra Oil. Acabou desembolsando US$ 1,18 bilhão - cerca R$ 2,76 bilhões.

Segundo o documento divulgado pelo Valor, anexo à ata de reunião do conselho o ex-diretor Nestor Cerveró omitiu informações relevantes em apresentações à diretoria e ao conselho, que resultaram em "substanciais perdas financeiras para a Petrobras".

Petrobras culpa Cerveró e confirma versão de Dilma sobre Pasadena

Por Letícia Casado e Fernando Torres | De Brasília e de São Paulo

Relatório do comitê de auditoria da Petrobras sobre a aquisição nos Estados Unidos da refinaria de Pasadena em 2006, elaborado como resultado de investigação interna da companhia, reconhece pela primeira vez diversas irregularidades no processo e coloca praticamente toda a responsabilidade nas costas do ex-diretor da área internacional Nestor Cerveró, preso desde janeiro por causa das investigações da Operação Lava-Jato.

http://www.brasil247.com/pt/247/economia/181595/Relat%C3%B3rio-confirma-vers%C3%A3o-de-Dilma-sobre-Pasadena.htm

Nada mais nada menos que um globalista vem advertir sobre a iminência da 3ªGM

 

George Soros: “Nós estamos na iminência da Terceira Guerra Mundial”

Bilionário teme um conflito entre EUA e China

21 de Maio , 2015

O investidor bilionário George Soros disse ao Banco Mundial nesta semana que o planeta está à beira de uma terceira guerra mundial que pode surgir de um colapso econômico na China.
"Se houver um conflito entre a China e um aliado militar dos Estados Unidos, como o Japão, então não é um exagero dizer que estamos no limiar de uma terceira guerra mundial", disse Soros durante uma conferência de Bretton Woods.
O bilionário advertiu que a dificuldade da China na transição de uma economia de exportação para um sistema puxado pela demanda doméstica está a forçar Pequim para chicotear acima um conflito com um inimigo externo, numa tentativa de evitar que o país entre em colapso.
Soros disse que a única solução para a perspectiva era permitir que a China para se juntar a cesta de moedas globais do FMI para que pudesse competir com o dólar.
Sem essa medida, Soros advertiu que, "há um perigo real de que a China vai se alinhar com a Rússia econômico-politico e militarmente, e depois a ameaça da terceira guerra mundial torna-se real, por isso vale a pena tentar."
Comentários de Soros vem na mesma semana em que a CNN revelou como Marinha da China tem repetidamente emitido avisos para aviões de vigilância norte-americanos que voam sobre o Mar do Sul da China. Pequim está a tentar aumentar a sua influência através da construção de uma série de made in man de ilhas da região.

Um relatório de meio de comunicação do Estado russo a Sputnik News também especula que a presença de navios americanos no Mar da China do Sul pode levar a uma guerra entre as duas superpotências mundiais.Em editorial do Diário do Povo em setembro passado, Professor chinês do PLA Han Xudong advertiu que Pequim deve preparar-se para uma terceira guerra mundial terrível que poderá surgir de um conflito entre os Estados Unidos e a Rússia sobre a Ucrânia."À medida que a crise ucraniana se aprofunda, os observadores internacionais se tornaram mais e mais preocupados com um confronto militar direto entre os EUA e a Rússia. Uma vez que um conflito armado irrompe da rivalidade, é provável que se estenda para todo o mundo. E não é impossível que uma guerra mundial possa a sair ", escreveu Xudong.China aumentou recentemente o seu orçamento militar em 10% para 2015, tornando-se o segundo maior gastador militar do mundo.Temendo inquietação global e a possibilidade de um outro grande conflito, muitos membros da elite estão na compra de propriedades remotas e terras em lugares como Nova Zelândia, de acordo com relatos de que emergiram do Fórum Econômico de Davos em janeiro.

Paul Joseph Watson is the editor at large of Infowars.com and Prison Planet.com.

http://undhorizontenews2.blogspot.com.br/

FHC explica por que odeia tanto o Lula

 

Imprensa americana ignorou solenemente o Man of The Year !

O FHC quebra-barraco deu uma entrevista em inglês num inglês de jogador brasileiro que acabou de chegar à Champion’s League.
E deu a um jornal inglês que é escrito por e para banqueiros e economistas de bancos.
A “base popular” do FHC.
(Não deixe de votar no não e sim com Paulo Henrique Amorim: o FHC quebra barraco gosta de rico ? )
A entrevista é um conjunto nulo de obviedades tucanas paulistas.
Mas, a última frase é reveladora:
“The PT has no alternative other than Lula,” Mr Cardoso said.
O Lula é a única alternativa do PT.
É por isso que ele odeia tanto o Lula.
Vai ter que aguentar quatro da Dilma e mais oito do Lula.
Bom é o PSDB que não tem alternativa nenhuma !
Em tempo: como se sabe, o FHC não existe na vida real. Ele é dos exemplares da zoologia fantástica do Borges e só tem vida no PiG – brasileiro e inglês.
Em tempo2: por falar nisso, a imprensa americana não dedicou à cerimônia do Man of the Year na Nova York de Miami uma única misera linha. Nem com a presença de Bill Clinton, em plena campanha presidencial americana. O que dá uma ideia da irrelevância do evento social. Se desse, seria na página de humor.
Paulo Henrique Amorim

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2015/05/18/fhc-explica-por-que-odeia-tanto-o-lula/

Sem anestesia, FHC tirou dinheiro da área social e aumentou desemprego. Que moral tem para falar de ‘estelionato eleitoral’?

 

desemprego FHC

A autoridade moral de Fernando Henrique Cardoso – II

Sem anestesia, FHC tirou dinheiro da área social e aumentou o desemprego com o pacote fiscal de 1998. E ainda assim quer falar de ‘estelionato eleitoral’?

Maria Inês Nassif, em Carta Maior

Por razões que qualquer pedaço amarelado de jornal da época indicam, é difícil entender a lógica do PSDB e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, segundo a qual o pesadíssimo ajuste fiscal feito nos primeiros dias após as eleições de outubro de 1998 foi um ato louvável, e as medidas anunciadas pela presidenta Dilma Rousseff no ano passado, nas mesmas condições, são estelionato eleitoral.

Em 1998, o mundo tinha acabado de enfrentar a crise russa, com grande repercussão sobre o Brasil, que empurrou seus sérios problemas cambiais com a barriga até que FHC vencesse a disputa pela reeleição, apesar das fragilidades externas do país, e jogou o país na recessão.

No ano passado, Dilma, logo após o pleito que a reconduziu ao cargo, anunciou um corte drástico de despesas e investimentos do governo e reduziu gastos com alguns programas sociais – e, ao que tudo indica, paralisou também o país – sob o argumento de que a crise internacional, que o Brasil dribla desde 2008, havia, enfim, atingido a economia brasileira com intensidade.

A semelhança entre ambos é que os dois ajustes foram feitos seguindo o be-a-bá da ortodoxia e jogaram ainda mais para baixo uma atividade econômica já deprimida.

A diferença entre ambos é que o Brasil de FHC não tinha gordura, estava à beira da bancarrota e sequer teve escolha: seguiu à risca o receituário do FMI porque precisava desesperadamente da ajuda de U$ 41 bilhões que o FMI, outros organismos internacionais e países desenvolvidos condicionavam à aplicação dos famosos remédios amargos que, segundo o receituário neoliberal tão caro ao então presidente e sua equipe econômica, eram necessários, um preço a ser pago para entrar no clube do mundo globalizado.

Em 1998, sequer houve escolha: ou era isso, ou o Brasil quebrava. O clima beirava ao pânico. Tanto que, em 29 de janeiro de 1999, uma sexta-feira negra, boatos sobre a situação econômica do país provocaram uma corrida aos bancos. O governo teve que decretar feriado bancário na segunda-feira para evitar o pior. (“Agora, sob nova direção: FMI assume política econômica e impõe pesada recessão para conter a inflação e a queda do Real”, Isto É, 10/2/1999).

No caso de Dilma, embora haja uma justa discussão se o pacote fiscal foi amargo demais para o tamanho da doença, existe o fato inegável de que o Brasil não vai quebrar – e vai precisar de muito ataque especulativo ao país, como os que já ocorreram, para tornar o Brasil próximo ao que era na crise de 1998. Naquele ano, as reservas internacionais brasileiras eram de US$ 34 bilhões e cairiam para US$ 23,9 bilhões no ano seguinte. O Brasil fechou o ano passado com US$ 374,1 bilhões de reservas.

O que não é crível, no caso atual, é que o ex-presidente FHC, que considerou como remédio necessário o arrocho fiscal de 1998, venha dizer do pacote de Dilma que “estão operando sem anestesia” para uma plateia de empresários, em 29 de maio passado. Provavelmente, o mesmo público que, 17 anos atrás, pagava pelos danos do pacote de FHC. No final de agosto de 1998, um grupo de empresários e o então sindicalista Paulinho da Força foram ao vice-presidente Marco Maciel para alertá-lo dos efeitos colaterais do pacote (“Principal temor é o desemprego”, O Estado de S. Paulo, 8/10/1998). Não haviam conseguido chegar em FHC ou no seu ministro da Economia para apresentarem as queixas.

Naquele ano, o IEDI (Instituto de Estudos do Desenvolvimento Industrial), em documento, diagnosticava que “as políticas de juros, cambial e tributária condenam as empresas ao desaparecimento”.

O governo FHC chegou a anunciar um “mutirão anticrise”, a disponibilização de linhas de crédito para empresas em dificuldade, segundo a Folha de S. Paulo para “compensar os efeitos das altas taxas de juros na economia e atenuar a recessão”. Mas, segundo o jornal, sem grandes chances de concretização, pois “falta dinheiro nas principais instituições oficiais de crédito”. “O BNDES deverá reduzir em 1999 seu orçamento de investimentos”, informa o jornal. (“Falta dinheiro para o mutirão anticrise”, Folha de S. Paulo, 27/01/1999).

Da parte de FHC, não teve anestesia nem remédio para dor. Depois dos cortes de outubro de 1998, em fevereiro seguinte o governo anunciou um corte adicional (“Governo decide cortar mais R$ 1 bilhão só no 1º bimestre”, FSP, 20/2/1999). Sem Novalgina, FHC resolve reduzir “Outras despesas de custeio, que incluem os gastos em projetos sociais do governo federal”. O anúncio foi feito no mesmo dia em que era divulgado o resultado do PIB de 1998 pelo IBGE, de 0,15%, perdendo apenas para o posterior ao Plano Collor, em 1992, que provocou um crescimento negativo do PIB de 0,54% (“PIB tem o pior resultado em seis anos”, FSP, 20/2/1999).

O jornal Folha de S. Paulo, em 21 de fevereiro de 1999, deu na manchete que “País tem 5% do desemprego mundial”. Na página de dentro (a 7 do Caderno Dinheiro) informava que não apenas o ajuste fiscal do governo, mas o próprio modelo econômico do modelo FHC, havia levado o Brasil a um quarto lugar mundial em número de desempregados. “O crescimento recente da participação brasileira no desemprego mundial começou quatro anos atrás, em 1995. Não por acaso, o desemprego acompanha o aumento da abertura do país aos produtos importados”. Era a âncora cambial do governo FHC produzindo os seus efeitos. Sem anestesia.

Também sem nenhum conforto para a dor, os preços dos produtos básicos chegaram à estratosfera. “Cesta básica sobe e bate recorde no real”, anunciou a Folha de S. Paulo, em sua edição de 23/02/1999. Onze dias depois, era a vez de mais más notícias: “Desemprego bate recorde em SP” (FSP, 3/3/1999). Segundo o IBGE, a Região Metropolitana de São Paulo atingia a maior taxa de desemprego desde 1983, de 9,18% da população economicamente ativa.

Dois dias depois, os jornais anunciavam que o novo presidente do Banco Central, Armínio Fraga, no dia de sua posse, promoveu um aumento de juros para 45% ao ano, a unificação das taxas em uma única, a Selic, e o início do regime de metas de inflação – herança imposta aos sucessores de FHC. No mesmo dia, sem anestesia, o governo aumentou os derivados de petróleo em 11,5%. Esperou a campanha eleitoral passar. (“Juros sobem para conter a inflação; combustível terá aumento de 11,5%”, FSP, 05/03/1999).

Ainda no mês de março, e já como resultado das medidas fiscais restritivas, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) anunciou a redução de 0,71% no nível de emprego industrial do Estado (“Indústrias fecham 11,6 mil vagas em fevereiro em SP”, FSP, 11/03/1999). Na edição do dia 14, a FSP informa que “o PIB vai cair de 3,5% a 4% em 1999” segundo o FMI, previsão que “embute o recuo de 8% na produção industrial” (“Indústria tem pior queda com o FMI”, FSP, 14/3/1999).

Esses são apenas exemplos da autoridade moral de FHC para se tornar o porta-voz das críticas a Dilma. Quem quiser mais, basta ler jornais velhos.

http://www.viomundo.com.br/politica/maria-ines-nassif-sem-anestesia-fhc-tirou-dinheiro-da-area-social-e-aumentou-desemprego-que-moral-tem-para-falar-de-estelionato-eleitoral.html

O PSDB tem Telhada de vidro

 

Lula Miranda

LULA MIRANDA 19 de Maio de 2015 às 13:35

O PSDB indicou para presidir a comissão de Direitos Humanos um ex-PM acusado por dezenas de mortes – todas, claro, “em confronto”. Sim, o mesmo PSDB do “príncipe” Fernando Henrique Cardoso. Acredite se quiser

O ditado é bastante antigo e conhecido de todos: "quem tem telhado de vidro, não deve atirar pedras no do vizinho". O PSDB, depois de seguidos governos incompetentes e ruinosos, diversos malfeitos, maus exemplos e pecados capitais cometidos, perdeu o direito de atirar pedras no telhado alheio. O PSDB, meus caros, perdeu a moral. Teria se tornado então o PSDB um partido amoral?

A título de refresca-memória, devo então citar alguns exemplos da "amoralidade" tucana – uma vez que vivemos tempos em que as manchetes, que parecem pretender apenas a embriaguez e o torpor do momento, são etéreas, voláteis.

Sabe-se, pois já é história, que era o finado, o grande "Serjão", quem governava de fato para o "Príncipe de Higienópolis". Sérgio Motta, segundo confissão de dois dos deputados envolvidos na negociata, teria comprado a reeleição de FHC por "duzentos mil dinheiros". Essa notícia foi manchete do jornal Folha de S.Paulo em 13 de maio de 1997, salvo engano numa reportagem de Fernando Rodrigues. Eis a manchete: "Deputado conta que votou pela reeleição por R$ 200 mil".

Esse mesmo "escândalo" levou o insuspeito e provecto jornalista Jânio de Freitas a dizer, em depoimento ao programa "Roda Viva", da TC Cultura de SP, em 2012, que esse episódio "é o mais grave, do ponto de vista institucional; é o mais grave dos episódios ocorridos a partir da Presidência da República desde o fim do regime militar". Palavras de Jânio de Freitas.

Lembro ainda, aos que sofrem de amnésia seletiva, o episódio que ficou conhecido como "privataria tucana" – que rendeu até um livro Best Seller. Quantos bilhões de dólares em propina teriam sido arrecadados naquela ocasião? Quantos bilhões de dólares do caixa 2 das campanhas tucanas dormitam hoje em contas no exterior – como as do recente escândalo apelidado de "Swissleaks"? Quantos milhões de dólares dos que batem panelas contra Dilma estão escondidos nesses "porquinhos offshores" pertencentes a essa nossa elite inescrupulosa e amoral?

E o "mensalão" tucano – nunca julgado?! E o "trensalão"?! E o... A lista é infinda.

Lembro ainda, por dever de ofício, o episódio da desocupação da invasão do Pinheirinho, no qual, para preservar o patrimônio de uma massa falida, um governo tucano desalojou, com desmedida e impiedosa truculência, mais de 6.000 cidadãos que lá viviam há anos.

Lembro o recente episódio do já histórico massacre dos professores grevistas na cidade de Curitiba, no Paraná, no qual professores da rede pública foram violentamente escorraçados e agredidos pela Polícia Militar do (des)governo Beto Richa. Mais de duzentos feridos – homens e mulheres, alguns idosos, com décadas de serviços prestados ao Estado. Triste de ver. Deplorável.

O PSDB tem autoridade para falar em corrupção ou em Direitos Humanos?! Ainda lhe resta alguma moral para alguma coisa neste país?!

Como se não bastasse, dentre tantos desvarios, despautérios e desgovernos, o Partido da Social Democracia Brasileira, o PSDB, em deplorável episódio ainda mais recente, como se desejasse fazer troça e/ou por aparente escárnio com seus fundadores, filiados e simpatizantes, achou por bem indicar o coronel Telhada para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado de SP. Antes este mesmo "político" já havia sido indicado para a Câmara Municipal de SP, quando eleito vereador.

Não. Não se trata de uma daquelas "piadas prontas" tão ao gosto do impagável "macaco Simão". Aconteceu de fato. O PSDB indicou para presidir a comissão de Direitos Humanos um ex-PM acusado por dezenas de mortes – todas, claro, "em confronto".

Sim, o mesmo PSDB do "príncipe" Fernando Henrique Cardoso. Acredite se quiser.

Deve ser por isso que nomes como Luiz Carlos Bresser-Pereira, Walter Feldman, Paulo Sérgio Pinheiro, Jô Soares, Barbara Gancia, entre outros ex-tucanos de bela plumagem, abandonaram essa agremiação partidária desvirtuada e, hoje, absolutamente non sense.

Ou seja: o PSDB perdeu o senso, a moral e a graça.

http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/181515/O-PSDB-tem-Telhada-de-vidro.htm

Estive lá e foi uma ótima festa

SABESPÃO TUCANA: CORRUPÇÃO É PIOR QUE NA PETROBRAS!!

 

Laércio Benko, presidente da CPI da Sabesp diz que corrupção na empresa chega ser comparável ou até pior que a da Petrobrás
Por Redação, com informações do DCM
O presidente da CPI da Sabesp, Laércio Benko (PHS), tem 41 anos, é advogado especialista em Direito Tributário, atuou no Partido Verde (PV) e foi vice-presidente da legenda durante a campanha de Marina Silva à presidência.
Após a derrota de Marina, filiou-se ao PHS. É umbandista há oito anos por conta de sua mãe e defende a liberdade religiosa entre políticos. Conversamos com ele sobre a crise hídrica em São Paulo e a atuação do governo na Sabesp.
A CPI tem chances de dar resultado?
A CPI fez pelo menos 200 requerimentos, entre Sabesp, ARSESP (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo), Agência Nacional de Águas (ANA), Prefeitura de São Paulo e Ministério Público. Ou seja, nós temos um trabalho documental grande e vamos terminar no dia 28 de maio com um relatório útil para identificar problemas, apontar responsáveis, para que isso que está acontecendo seja minimizado e nunca mais volte a acontecer.
Vocês estão lidando com que tipos de denúncias?
Temos várias denúncias protocoladas no MP ou dirigidas diretamente para a gente, de todos os tipos. Elas variam muito, de vazamentos até esgoto clandestino. Há quem fale que a própria Sabesp despejou dejetos na represa do Guarapiranga através de uma estação elevatória de esgoto que não funciona direito. Condomínios populares ilegais instalados na beira de represa e também moradores que recebem ar no lugar da própria água. E eles são cobrados financeiramente pelo ar. Essas são alguns fatos que se tornam queixas à Sabesp diante da comissão.
Como está a questão do vazamentos de água, alvo de denúncias pesadas?
O percentual de 30% de perdas é o mesmo desde 2004, há 10 anos. Dentro deste número, 20% escapam por vazamentos e 10% por furtos. A Sabesp não investiu nas perdas, porque para eles ficava mais caro consertar do que deixar vazar. Ou seja, se tratou água como um produto, não como um bem estratégico. Nós vimos pela imprensa que o Japão tem 2% de perdas hídricas e eles querem diminuir mais ainda. Aqui nós temos 30% e a Sabesp não quis esvaziar o bolso dos acionistas em Nova York e deixou esvaziar o reservatório da Cantareira.
A situação deve permanecer assim por muito tempo?
Estou otimista quanto ao trabalho da comissão porque acredito que a crise será prolongada. Infelizmente viveremos tempos difíceis nos próximos dois ou três anos. Isso fará com que todas as autoridades se envolvam com o problema. O envolvimento será profundo para que isso nunca mais volte a acontecer.
Pensando na participação privada e na gestão do governo do estado dentro da Sabesp, de quem foi a maior culpa neste perigo de colapso?
Esse problema foi uma soma de todos os fatores, públicos e corporativos. Eu, pessoalmente, jamais privatizaria a Sabesp e jamais abriria ações dela na bolsa de valores. Não tenho nada contra isso, e sou favorável a participação da livre-iniciativa em vários setores. Mas água é a área mais estratégica de qualquer Estado. Se você quer acabar com o país, acabe com a sua água. Isso não pode ser objeto de especulação financeira ou lucro. A água faz parte da nossa sobrevivência. Foi um desvio de conduta o que foi feito com a Sabesp, além do governador Geraldo Alckmin tentando passar uma falsa sensação de segurança em 2014.
Você acredita que o problema da Sabesp é a gestão do PSDB?
Não vejo tanta diferença entre o PT e o PSDB. A corrupção da Sabesp chega a ser comparável com a da Petrobras, se não pior. Acho que, se um partido estivesse no lugar do outro, ainda assim teríamos problemas. É tudo a mesma coisa.

http://www.plantaobrasil.com.br/news.asp?nID=88164

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Criticado, Dias acredita pagar 'ônus da coerência'

 

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Relator no Senado da indicação de Luiz Edson Fachin ao Supremo Tribunal Federal, o tucano Alvaro Dias (PR), que fez uma ampla defesa ao jurista durante sabatina na CCJ, passou a ser atacado por críticos do governo por ter contribuído com uma vitória do Planalto, concluída na noite de terça-feira, com a aprovação de Fachin no plenário por 52 a 27; "É o ônus da coerência. O preço que deve se pagar pela coerência", disse, em entrevista ao 247; nas redes sociais, ele já foi chamado de "traidor" e "trouxa do ano"; sobre a resistência ao nome do advogado, o senador avalia que houve uma "retaliação política" contra a presidente Dilma no Congresso; "Se a presidente escolhesse um Rui Barbosa, a reação existiria. Porque é um reflexo do momento político conturbado que estamos vivendo"; confira a entrevista

20 de Maio de 2015 às 20:37

Gisele Federicce, 247 – Autor de um longo discurso em defesa do jurista Luiz Edson Fachin, indicado da presidente Dilma Rousseff para ocupar a 11ª vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Alvaro Dias, do PSDB, passou a ser chamado de "traidor", por críticos do governo, por ter contribuído com uma vitória do Planalto.

Na noite desta terça-feira 19, o nome de Fachin foi aprovado no plenário do Senado. Pouco antes da votação, Dias havia pedido bom senso da Casa. Para o tucano, que é do Paraná, mesmo estado onde o advogado construiu carreira, foi o que prevaleceu, diante do resultado de 52 votos contra 27. Sobre as críticas, ele afirma, em entrevista ao 247, estar pagando o "ônus da coerência".

A assessoria do senador passou o dia seguinte à votação, esta quarta-feira 20, respondendo a críticas nas redes sociais. "Trouxa do ano: Sob aplausos de Dilma, comprometeu carreira promissora para fazer favor para um macho", escreveu o jornalista José Nêumanne Pinto, via Twitter. "Então tudo isso se resume a uma questão de gênero? Se fosse uma 'fêmea' não haveria problema?", rebateu Dias.

Outros usuários o chamaram de "mais um parlamentar na mão de Dilma", "rabo preso com o STF", "traíra" e se disseram "decepcionados" com o senador, um dos oposicionistas mais ativos na Casa. Alvaro Dias então publicou um vídeo agradecendo aos que "compreenderam" e manifestou seu "respeito àqueles que divergiram" de sua posição e o "combateram" com "elegância".

A sabatina do senhor Fachin durou cerca de 12 horas. Ela foi histórica, na sua opinião?

A posição de independência do Supremo exige uma postura nesses termos. Na verdade, em todas as outras sabatinas a oposição esteve liberada, os membros da oposição estiveram liberados para uma atuação independente. E isso se repetiu agora. Eu cito exemplos: na votação do ministro Dias Toffoli, nós tivemos apenas nove votos contrários no plenário e na CCJ, apenas três. O único voto contrário da oposição na CCJ foi o meu.

Essa liberdade que tem a oposição ela é recorrente. Então eu tive essa oportunidade de fazer a defesa de quem eu conheço mais de perto por conviver no mesmo estado. Reputo que Fachin, além dos atributos exigidos pela Constituição, tem uma exemplar história de vida, que não poderia ser ignorada por quem o conhece.

O que me moveu foi o espírito de Justiça. Por entender que o STF é uma instituição independente e multifacetada e não pode ser o palco para os gladiadores da política, não pode ser instrumento de política, nem local onde se estabelece o confronto entre governo e oposição. Tem que se ter uma atitude republicana, se avaliar as condições técnicas.

Essa resistência quase que inédita à indicação se resume exclusivamente à insatisfação do Legislativo com o governo?

É exatamente isso. Se a presidente da República escolhesse um Rui Barbosa, a reação existiria, estaria presente também. Porque é um reflexo do momento político conturbado que estamos vivendo, um confronto mais exacerbado entre os que apoiam e os que se opõem. Fosse outro o cenário, certamente teríamos uma aclamação em razão das qualificações técnicas do indicado. Confundiu-se muito quem indica com o indicado.

Viram a presidente Dilma na figura do Fachin...

Exato. Na verdade existiu uma retaliação política e creio que esse não é o momento. Isso levou inclusive à falsificação das teses do indicado, à tentativa de se estabelecer vínculos inexistentes...

Agora o senhor vem sendo atacado por críticos do governo por ter contribuído com uma vitória do Planalto. Foi chamado de "traidor" e de "trouxa do ano". Como enxerga essa reação?

É o ônus da coerência. O preço que deve se pagar pela coerência. Já paguei esse preço em outros momentos, por adotar uma postura de coerência. Tenho que ter paciência e compreensão. Não posso me revoltar contra aqueles que me combatem, até pela responsabilidade democrática.

Acho que foi, de qualquer maneira, pedagógico esse debate, esse confronto de ideias. Primeiro a oportunidade da devassa na vida do indicado, que permitiu um conhecimento maior da sua história. E de outro lado nós discutimos o STF pela primeira vez. Esse debate exacerbado possibilitou uma discussão sobre as funções do Supremo, foi produtivo, pela primeira vez nós tivemos uma sabatina em que os senadores tiveram a oportunidade de questionar com tempo suficiente, e inclusive com réplicas, fato que nunca havia acontecido antes. E o sabatinado teve paciência inclusive pra responder perguntas repetidas. Houve um engrandecimento do Congresso.

E na votação do plenário, acredita então que prevaleceu o bom senso?

Exatamente. O que nós vimos ontem foi a ausência do confronto entre oposição e governo. O que se deu foi opção pessoal de votos, não houve fechamento de questão. Os partidos liberaram os membros para optarem, exatamente como deve ser. Agora é possível perceber que alguns oposicionistas votaram a favor da indicação e alguns governistas votaram contra.

Do Brasil 247

Lula faz queixa disciplinar contra procurador

 

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Procurador Anselmo Henrique Cordeiro Lopes é autor de um pedido de explicações ao Instituto Lula, ao BNDES e à Odebrecht para apurar as suspeitas de tráfico de influência do ex-presidente em favor da construtora; na reclamação, Lula indica postagens do procurador nas redes sociais, incluindo manifestações de simpatia à candidatura de Marina Silva (PSB) no primeiro turno e do tucano Aécio Neves no segundo na eleição presidencial

20 de Maio de 2015 às 05:45

247 - O ex-presidente Lula entrou com uma reclamação disciplinar contra o procurador Anselmo Henrique Cordeiro Lopes.

Ele é autor de um pedido de explicações ao Instituto Lula, ao BNDES e à Odebrecht para apurar as suspeitas de tráfico de influência do ex-presidente em favor da construtora. A medida faz parte do inquérito aberto pelo MPF para investigar se Lula agiu junto ao BNDES para que o banco financiasse obras de Odebrecht fora do Brasil.

Na reclamação, Lula indica postagens do procurador nas redes sociais, incluindo manifestações de simpatia à candidatura de Marina Silva (PSB) no primeiro turno e do tucano Aécio Neves no segundo na eleição presidencial.

No inicio do mês, o Instituto Lula divulgou nota rebatendo a matéria publicada pela revista Época em que destaca a investigação. No texto de resposta à reportagem intitulada "Lula, o operador", que aponta que o ex-presidente teria cometido tráfico internacional de influência de maneira a beneficiar a construtora Odebrecht em contratos internacionais, Paulo Okamoto destaca que "na esfera internacional, o Instituto Lula tem como principais objetivos cooperar para o desenvolvimento da África e apoiar a integração latino-americana e que nos últimos quatro anos, realizamos diversas atividades nesse sentido, com diferentes parceiros do Brasil e do exterior".

Leia aqui reportagem de Catia Seabra sobre o assunto.

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/181593/Lula-faz-queixa-disciplinar-contra-procurador.htm