segunda-feira, 2 de maio de 2016

Edinho: Acusações de Delcídio são “mentiras escandalosas”

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Ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência disse ser favorável à apuração de "todos os fatos" sobre sua atuação na campanha da presidenta Dilma Rousseff em 2014; "Sempre agi de maneira ética, correta e dentro da legalidade. As afirmações do senador Delcídio Amaral são mentiras escandalosas. Jamais orientei o senador a 'esquentar' doações e jamais mantive contato com as mencionadas empresas, antes ou durante a campanha eleitoral", disse, após notícia de que a PGR pediu ao STF abertura de inquérito contra ele
2 de Maio de 2016 às 18:19
Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil
O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva, voltou a criticar nesta segunda-feira (2) a delação do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS). Ele disse ser favorável à apuração de "todos os fatos" sobre sua atuação na campanha da presidenta Dilma Rousseff em 2014.
"Sempre agi de maneira ética, correta e dentro da legalidade. As afirmações do senador Delcídio Amaral são mentiras escandalosas. Jamais orientei o senador a 'esquentar' doações e jamais mantive contato com as mencionadas empresas, antes ou durante a campanha eleitoral", afirmou o ministro por meio de nota.
O ministro reafirmou que as doações para a campanha de 2014 foram declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral, assim como os fornecedores, e que as contas foram aprovadas "por unanimidade" pelos ministros da Corte.
As afirmações de Edinho Silva foram em resposta à notícia de que a Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal abertura de inquérito contra ele, por ter sido citado no acordo de delação premiada de Delcídio, homologado em março no âmbito da Operação Lava Jato.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/229609/Edinho-acusações-de-Delcídio-são-“mentiras-escandalosas”.htm

Bresser Pereira lamenta: o Brasil enlouqueceu

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Fundador do PSDB, economista e ex-ministro dos governos Sarney e FHC, Luiz Carlos Bresser Pereira alerta para o risco de retrocesso que o País está assumindo com o golpe em curso no Senado; "O Brasil perdeu o rumo. Em nome do Combate à Corrupção, estamos trocando um presidente sobre o qual não há qualquer processo, por um vice-presidente envolvido sob diversas maneiras na Operação Lava Jato", diz; Bresser critica também a eventual mudança de Nelson Barbosa por Henrique Meirelles na Fazenda e chamou de "irresponsabilidade" a atuação conjunta da oposição; "Aécio Neves, Eduardo Cunha e Michel Temer, PSDB e PMDB, a direita e a classe média tradicional venceram. Paralisaram o Brasil, desestabilizaram a democracia, tornaram o país sujeito a crises políticas sempre que a popularidade do presidente da República cair, trocaram o acordo pela luta de classes, mas satisfizeram seu desejo de poder. Que desastre, que loucura, que irresponsabilidade!"
2 de Maio de 2016 às 13:30
Por Luiz Carlos Bresser Pereira - Que loucura!
O Brasil perdeu o rumo. Em nome do Combate à Corrupção, estamos trocando um presidente sobre o qual não há qualquer processo, por um vice-presidente envolvido sob diversas maneiras na Operação Lava Jato.
Em nome do Direito, estamos trocando um presidente que fez "pedaladas", por um vice-presidente que também as fez.
Em nome da Economia, estamos trocando um ministro da Fazenda competente, Nelson Barbosa, que está buscando retomar o investimento público e impedir a revalorização do real para enfrentar a recessão, por um ministro, Henrique Meirelles, cuja única proposta é a "austeridade fiscal", e que, enquanto presidente do Banco Central, durante o governo Lula, recebeu de FHC, em janeiro de 2003, uma taxa de câmbio de R$ 7,30 reais por dólar (a preços de hoje) e a entregou a Dilma, em janeiro de 2011, a R$ 2,20 por dólar, quando a taxa de câmbio competitiva, de equilíbrio industrial, gira em torno de R$ 3,90 por dólar. Troca então o ministro da fazenda por um novo ministro que foi, portanto, o principal responsável por tirar competitividade das boas empresas industriais brasileiras, e, assim, causar a desindustrialização brutal e o baixo crescimento do país.
Em nome da Hegemonia de capitalistas rentistas e financistas, estamos trocando uma presidente que tudo fez pelo acordo de classes, mas fracassou, por um presidente que provavelmente chegará ao poder dentro de duas semanas porque foi apoiado por grupos de direita envolvidos na luta de classes.
O novo ministro e o novo presidente "devolverão a confiança aos empresários", nos dizem os defensores desse impeachment em marcha. Na verdade, graças ao câmbio competitivo, a confiança já está retornando, e a economia já está começando a se recuperar. É para isso que está trabalhando o ministro Nelson Barbosa, procurando aumentar o investimento público e tentando impedir a revalorização do real. Mas apenas com a notícia de que Meirelles deverá ser o ministro da Fazenda, o real já voltou a se valorizar, e a recuperação durará mais, não menos tempo.
Aécio Neves, Eduardo Cunha e Michel Temer, PSDB e PMDB, a direita e a classe média tradicional venceram. Paralisaram o Brasil, desestabilizaram a democracia, tornaram o país sujeito a crises políticas sempre que a popularidade do presidente da República cair, trocaram o acordo pela luta de classes, mas satisfizeram seu desejo de poder.
Que desastre, que loucura, que irresponsabilidade
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/229519/Bresser-Pereira-lamenta-o-Brasil-enlouqueceu.htm

Teori envia a Moro citações sobre propina na gestão FHC

: Ministro do Supremo enviou ao juiz Sérgio Moro citações feitas pelo senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) em delação premiada que apontam pagamento de propina em um projeto da Petrobras referente à compra de máquinas da empresa Alstom, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB); suspeita é que a compra de máquinas que haviam apresentado problemas em outros países tenham envolvido propinas de até US$ 10 milhões
2 de Maio de 2016 às 16:19
247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki enviou para o juiz Sérgio Moro as citações feitas pelo senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), em seu acordo de delação premiada, que apontam o pagamento de propina em um projeto da Petrobras, referente à compra de máquinas da empresa Alstom, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
O depoimento de Delcídio suscitou nos investigadores a suspeita de que a compra dos equipamentos da Alstom tenha envolvido o pagamento de propinas por parte da Petrobras entre os anos de 1999 e 2001.
Teori justificou o envio do material ao juiz Sérgio Moro alegando que as declarações de Delcídio "não revelam envolvimento direto de pessoa com prerrogativa de foro". Ainda segundo ele, cabe a Moro decidir se o caso é ou não de sua competência.
Segundo Delcídio, o esquema teria ocorrido na implementação de um programa para enfrentar o racionamento de energia elétrica e que, antes do programa entrar em vigor, o governo já havia adquirido a máquina GT24, da Alstom, para atender às necessidades da Refinaria Landulfo Alves. A máquina, segundo o parlamentar, já havia apresentado problemas em outros países que haviam adquirido o equipamento.
Delcídio disse, ainda, que a OAS possuía interesse na compra do equipamento e que o então diretor da empreiteira à época, Carlos Laranjeira, teria destinado entre US$ 9 e US$ 10 milhões para o pagamento de propinas a políticos ligados ao PPFL, atual DEM.
O ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró disse em seu depoimento de delação premiada que o senador Delcídio do Amaral teria recebido propina de US$ 10 milhões da Alstom quando ocupava a diretoria de Óleo e Gás da Petrobras durante o governo de FHC, entre 199 e 2001.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/229571/Teori-envia-a-Moro-citações-sobre-propina-na-gestão-FHC.htm

Donizeti: processo contra Dilma é “conspiração de um traidor”

: Durante audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado, o senador Donizeti Nogueira (PT-TO) disse que o Brasil vive hoje um momento de enfraquecimento da democracia e não poupou críticas ao vice-presidente Michel Temer; "O que ocorre hoje é um golpe que é fruto de uma conspiração orquestrada por um traidor e manipulada pela mídia", afirmou; "A sociedade que ocupou as ruas, precisa continuar ocupando para garantir o Estado Democrático e, dessa maneira, influenciar a votação derradeira", disse sobre a votação da admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff
2 de Maio de 2016 às 17:07
Tocantins 247 - O senador Donizeti Nogueira (PT-TO) participou nesta segunda-feira, 2, do ciclo de debates sobre "Democracia e Direitos Humanos - com foco nos Direitos das Mulheres" da Comissão de Direitos Humanos.
Para Donizeti, o Brasil vive hoje um momento de enfraquecimento da democracia e argumentou que o recente episódio de votação da Câmara dos Deputados, assustou a população, que não comemorou o resultado da votação. "Foi um espetáculo deprimente, de baixo nível, que mostrou porque a classe política está em descrédito perante a população", argumentou o parlamentar, acrescentando que o descontentamento é geral e o baixo índice de popularidade do Parlamento é até maior que o da presidenta Dilma.
O senador não poupou críticas ao vice-presidente Michel Temer. "O que ocorre hoje é um golpe que é fruto de uma conspiração orquestrada por um traidor e manipulada pela mídia", afirmou Donizeti. O parlamentar argumentou que a construção do governo de coalizão trouxe alguns percalços, mas que o Brasil avançou, tanto nos governos Lula, quanto no atual. Para Donizeti, o que faltou foi uma comunicação capaz de fazer a sociedade compreender essas mudanças, citando exemplos como a educação e a moradia com programas de inclusão social das classes mais baixas, que não foram absorvidas pela mesmo em reconhecimento.
"A falta de uma boa comunicação, faz com que o jovem que estuda hoje em Londres, pelo Ciência sem Fronteira, considere que isso é mérito pessoal dele, esquecendo que há uma política pública que lhe proporcionou essa oportunidade", afirmou
"A sociedade que ocupou as ruas, precisa continuar ocupando para garantir o Estado Democrático e, dessa maneira, influenciar a votação derradeira", concluiu o senador afirmando que a "Ponte para o futuro" não passa de uma ponte do retrocesso, uma volta ao passado, que FHC e o PSDB já estão cobrando.
http://www.brasil247.com/pt/247/tocantins247/229585/Donizeti-processo-contra-Dilma-é-“conspiração-de-um-traidor”.htm

domingo, 1 de maio de 2016

Autores de impeachment não comprovam supostos crimes de Dilma

Janaína Paschoal e Miguel Reale Jr não conseguiram provar existência de crime de responsabilidade. Senadores contra o golpe desmontaram teses golpistas Autores de impeachment não comprovam supostos crimes de Dilma
POLÍTICA
Foto: Lula Marques/Agência PT
Postado por Agência PT, em 29 de abril de 2016 às 09:47:36
Uma das autoras do pedido de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, a advogada Janaína Paschoal afirmou, nesta quinta-feira (28), que os senadores não estão submetidos ao Supremo Tribunal Federal (STF), nem à Câmara, ao analisar a peça aprovada pelos deputados. Junto com Miguel Reale Jr., ela não conseguiu demonstrar a existência de crime de responsabilidade que justificasse a saída de Dilma do cargo.
A advogada disse que o Senado não deve se ater aos créditos suplementares e ao repasse ao Plano Safra ao julgar o processo, contrariando a decisão do STF de que o processo de impeachment deveria se debruçar apenas a esses dois elementos da acusação.
“O que a doutora está falando é que temos que desconhecer tudo o que o Supremo decidiu, podemos fazer o que quiser”, sintetizou a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). “Então, temos que desconhecer a Câmara, que votou a denúncia, embora com a barbaridade de falar de tudo o que é assunto para justificar, mas o Supremo fez a delimitação do objeto. Temos que seguir o Supremo”, completa.
16-04-28-Autores-Impeachment
Mesmo considerando os dois elementos delimitados pelo STF, os autores do pedido de impeachment não foram capazes de demonstrar a ocorrência de crime de responsabilidade por parte de Dilma. “Temos que discutir aqui a denúncia da presidenta da República. Crime, tipicidade, se teve conduta, se teve dolo”, afirmou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). “Com todo respeito, mas o senhor falou de política, falou de crise econômica, mas não se ateve aos fatos.”
Lindbergh criticou a mistura de conceitos essenciais do Direito por parte de Reale Jr. Isso porque os decretos de créditos suplementares respeitaram a legislação brasileira e se destinaram à realização de benefícios à população. “São erros conceituais que tem a denúncia”, afirmou o senador.
“O senhor fala sobre superávit e excesso de arrecadação. Professor, esse excesso de arrecadação não é do governo federal, é um rubrica específica. Por exemplo: Justiça Eleitoral teve um concurso e muitos inscritos, então, ganhou um recurso e queria utilizar esse recurso adicional. Ela pediu um decreto de suplementar. Sabe outro exemplo? Hospital universitário.”
16-04-28-Lindbergh-Farias-Comissao
Além disso, Lindbergh reforçou que o governo Dilma sempre seguiu o entendimendo do Tribunal de Contas da União (TCU). “A mudança do entendimento do TCU aconteceu em outubro de 2015, depois da emissão dos decretos”, lembrou. “E a legislação diz que a lei penal não retroagirará, salvo para beneficiar o réu. Quer dizer que a mudança da lei pode retroagir? O senhor confunde tudo.”
Às 19h, Reale Jr. decidiu deixar a Comissão Especial que analisa o impeachment no Senado sem ser questionado, alegando que já tinha vôo agendado. A decisão provocou reações dos senadores, que criticaram a falta de compromisso com a gravidade da crise política. “O senhor tem disposição para sugerir o impeachment, mas não para acompanhar o andamento do processo?”, chegou a questionar o senador Cristovam Buarque (PPS-DF).
16-04-28 - Miguel-Reale-Comissao-Senado
“A exposição dos que vieram apresentar a denúncia é extremamente desqualificadora do processo”, avalia Gleisi Hoffmann. “Porque nem o professor Reale falou juridicamente, nem essa moça [Janaína Paschoal] está falando, está perdida, sem foco. E temos que ouvir isso, achar que é um processo de denúncia e não há qualificação por parte de quem está apresentando a denúncia.”
A senadora questionou diretamente a advogada: “Qual o crime de uma presidenta assinar um decreto e fazer um crédito suplementar, me diga, por favor? Sabendo que esse crédito suplementar não tem impacto no resultado primário, porque ele é orçamentário, e orçamento é regime de competência”.
O senador Telmário Mota (PDT-RR) perguntou se a advogada assinaria pedidos de impeachment contra os nomes de políticos que circulam em um governo golpista de Michel Temer. “Até o momento, não há que falar em pedido de impeachment para Temer”, respondeu Janaína Paschoal.
Para a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), a falta de isenção e respeito às regras de um julgamento justo ficam claras com o fato de o relator do processo ser o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG). “Não pode um relator ser do partido que fez a denúncia, e o senhor é do PSDB, o partido que fez a denúncia”, sintetizou.
Por Camilo Toscano, da Agência PT de Notícias
http://www.pt.org.br/autores-de-impeachment-nao-comprovam-supostos-crimes-de-dilma/

Deputado Cearense Vira Símbolo Da Falta De Caráter No Compromisso Do Voto


Deputado cearense está virando piada nacional por fazer uma das mais apaixonadas declarações de amor à luta em defesa de Dilma e de Lula, mas acabar votando contra no processo de impeachment ontem na sessão plenária da Câmara dos Deputados.
Adail Carneiro que é um milionário que fez fortuna, inclusive com contratos públicos, está em seu primeiro mandato como Deputado Federal e tem como base eleitoral a região do Vale do Jaguaribe no interior do Ceará.
Mudar de lado tem se tornado uma das suas especialidades, tendo em vista que em menos de dois anos já mudou do PDT para o PHS e agora recentemente para o PP. Três partidos em dois anos é um recorde maior até do que o de Ciro Gomes.
Nas últimas semanas Adail participou das manifestações em Fortaleza em defesa da luta do PT. Entregou carta de apoio à presidenta Dilma, bateu foto bem coladinho na Presidenta no Palácio e até colou adesivo "não vai ter golpe" no peito para abraçar Lula. Mas na hora da verdade fez exatamente o contrário votando com traição.
Ser do contra e ter opiniões diferentes faz parte do jogo democrático agora, mudar de lado e adotar um voto de traição em relação à tudo que ele vinha defendendo até sábado, é uma atitude que os eleitores normalmente não costumam perdoar.
A população está se sentindo traída por Dilma e ela está pagando um alto preço. Somente o tempo dirá o preço que Adail Carneiro vai pagar com estas suas atitudes que geram forte crise de confiança.
Fonte: cearanoticias

MOTIVO DO GOLPE, PEDALADAS SÓ SERÃO JULGADAS EM JULHO

: 247 - O Tribunal de Contas da União (TCU) só deve julgar as “pedaladas fiscais” que embasam o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff após o desfecho das votações no Congresso.
Dilma é acusada de cometer crime de responsabilidade ao “pedalar” as contas públicas e editar decretos de suplementação orçamentária em 2015.
O tribunal já está analisando as questões, mas a previsão é de que a apreciação só ocorra em junho ou julho. O ministro Augusto Nardes é relator do caso.
Pelas regras do impeachment, se a Câmara e o Senado aprovarem o pedido em plenário, Dilma terá de ser afastada do cargo por 180 dias para que os senadores julguem o mérito das denúncias. Governistas denunciam o golpe do processo em curso por não esperar a decisão do TCU.
Leia aqui reportagem de Fabio Fabrini sobre o assunto.
http://www.brasil247.com/pt/247/economia/226769/Motivo-do-golpe-pedaladas-s%C3%B3-ser%C3%A3o-julgadas-em-julho.htm

sábado, 30 de abril de 2016

O casal que desmascarou o golpe e a Globo perante o mundo

Greenwald, Miranda e os cães em sua casa na Gávea: os poderosos que se cuidem

por : Paulo Nogueira
Greenwald, Miranda e os cães em sua casa na Gávea: os poderosos que se cuidem
Se você é esperto, tem habilidades e possui os meios, você deve foder os poderosos.
A frase acima como que resume o jornalista americano Glenn Greenwald, 49 anos. Ele a pronunciou no curso de uma entrevista que concedeu à revista americana The Advocate, dedicada à comunidade gay.
Greenwald foi capa da revista, mas não foi apenas ele o objeto do texto. Também seu parceiro, o ativista brasileiro David Miranda, mereceu um amplo espaço da Advocate.
O casal acaba de fazer história no jornalismo brasileiro. Ambos foram decisivos em mostrar ao mundo que, sim, é um golpe. Não bastasse isso, expuseram para audiências internacionais a “mídia plutocrática” – expressão deles mesmos – como jamais ocorrera antes.
Dois artigos de Miranda foram particularmente devastadores para a Globo. Um foi publicado no Guardian, jornal de centro esquerda britânico no qual Greenwald foi até pouco tempo colunista. O outro saiu no Intercept, o site de Greenwald montado com dinheiro do bilionário fundador do E-bay.
O artigo do Guardian doeu tanto na Globo que João Roberto Marinho se sentiu na obrigação de responder numa réplica que não convenceu ninguém.
A virtude involuntária da reação de JRM foi provocar uma tréplica sensacional de Miranda. Fora de sites independentes como o DCM, nunca um retrato tão veraz e tão acachapante da Globo foi publicado – tanto em inglês quanto em português.
Tudo somado, Greenwald e Miranda prestaram um formidável serviço à democracia e às causas progressistas no Brasil.
Eles moram numa casa espaçosa na Gávea. Têm dez cachorros, a maior parte dos quais vira-latas recolhidos nas ruas do Rio.
Conheceram-se no Rio em 2005. Segundo Greenwald, foi amor à primeira vista.
Greenwald contou à Advocate que lia na praia no primeiro de dois meses de férias no Rio. Miranda jogava vôlei ali perto. Uma bola perdida foi dar em Greenwald e Miranda foi buscá-la. “Oi, meu nome é Glenn”, disse ele.
Nunca mais se largaram. O amor deve ter gritado alto porque nem Greenwald falava português e nem Miranda inglês.
Greenwald, advogado de formação, começava a se encaminhar para o jornalismo. Miranda tivera uma vida bem mais dura. Filho de mãe prostituta, ficou órfão cedo, e passou por mais de uma tia bêbada.
Pode-se imaginar o que Greenwald representou para Miranda, que tinha 20 anos quando eles se encontraram. O garoto da favela se tornou um cidadão do mundo.
Greenwald faz questão de dizer também o que Miranda significou para ele. Foi, afirma, vital para sua travessia rumo ao jornalismo.
O casal optou pelo Brasil por causa dos direitos concedidos no país às uniões entre homossexuais.
Mas aparentemente não é mais o que os retém aqui, dados os avanços na legislação americana na questão de uniões entre gays.
“O Rio é o melhor lugar do mundo”, disse Greenwald à Advocate. O casal pensa agora num filho.
Não é exagero dizer que a decisão deles de ficar no Rio acabou sendo extremamente favorável ao Brasil.
Greenwald acabou mergulhando nas coisas do país. Pôde ver o quanto a mídia nacional é parcial. Numa entrevista que ele fez com Lula, num certo momento ele confessa estar “chocado” com a imprensa brasileira, sobretudo a Globo.
Diz nunca ter visto nada parecido nem nos Estados Unidos e nem no Reino Unido, lugares em que militou no jornalismo.
A Globo não poderia ter um inimigo pior. Respeitado mundialmente entre os jornalistas, detentor do prêmio Pulitzer, o mais importante da mídia, Greenwald é um exército de um homem só. Greenwald é referência internacional em jornalismo, e a Globo não é nada fora do Brasil. Golias, neste caso, não pode nada contra Davi.
A vida no Brasil deu a Greenwald elementos para desmascarar o golpe perante o mundo com petardos como uma entrevista que concedeu à CNN. Miranda daria também sua contribuição milionária à causa com seus textos no Guardian e no Intercept.
Mas, acima de tudo, o Brasil deu muito material para Greenwald seguir seu motto: usar sua inteligência, suas habilidades e seus meios para “foder os poderosos”, a começar pelos Marinhos e a Globo.
(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).
Paulo Nogueira
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-casal-que-desmascarou-o-golpe-e-a-globo-perante-o-mundo-por-paulo-nogueira/

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Temer: “as tarefas difíceis eu entrego à fé de Cunha”

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Um vídeo publicado nesta quinta-feira (28) pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ), em seu Facebook, aponta a estreita relação entre o vice-presidente da República, Michel Temer, e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), ambos do PMDB e citados na Operação Lava Jato; "Eu tenho do Eduardo Cunha um auxílio extraordinário na Câmara Federal. Se você quiser dar uma tarefa das mais complicadas para o deputado Eduardo Cunha, ele simplifica porque trabalha muito", disse Temer; segundo ele, quando Cunha se manifesta "está presente a sua fé"; "E a fé é que mobiliza as pessoas. Então as tarefas difíceis eu entrego à fé do Eduardo Cunha"; assista
28 de Abril de 2016 às 16:53
247 - Um vídeo publicado nesta quinta-feira (28) pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ), em seu Facebook, aponta a estreita relação entre o vice-presidente da República, Michel Temer, e o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (RJ), ambos do PMDB e citados na Operação Lava Jato.
"Eu tenho do Eduardo Cunha um auxílio extraordinário na Câmara Federal. Se você quiser dar uma tarefa das mais complicadas para o deputado Eduardo Cunha, ele simplifica porque trabalha muito", disse.
Segundo Temer, quado Cunha se manifesta "está presente a sua fé". "E a fé é que mobiliza as pessoas. Então as tarefas difíceis eu entrego à fé do Eduardo Cunha".
Assista ao vídeo:
Acusações na Operação Lava Jato
Conforme já publicou o 247, Cunha é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo recebimento de propina desvendado pela Operação Lava Jato. O peemedebista é acusado de ter recebido US$ 5 milhões de propina por um contrato de navios-sondas da Petrobras, conforme foi apontado em delação premiada pelo consultor Júlio Camargo. O procurador da República, Rodrigo Janot, confirmou as acusações.
Segundo as investigações, o negócio foi feito sem licitação e ocorreu por intermediação do empresário Fernando Soares e do ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró.
Cunha foi alvo de nova denúncia. Um dos delatores, o empresário Ricardo Pernambuco Júnior, da Carioca Engenharia, afirmou que as empresas ligadas à construção do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, teriam que pagar R$ 52 milhões em propinas [cerca de ou 1,5% do valor total dos Certificados de Potencial de Área Construtiva (Cepac)] a Cunha (veja aqui).
O vice-presidente Michel Temer também foi citado na Lava Jato. Em delação premiada que firmou com o Ministério Público Federal, o senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) afirmou que o peemedebista articulou a indicação de Jorge Zelada para o cargo de diretor da área internacional da Petrobras e de João Augusto Henriques para a BR Distribuidora. Zelada, apontado como o elo do PMDB no esquema, foi condenado a 12 anos de prisão. Temer negou irregularidades.
Em agosto do ano passado, o vice-presidente foi mencionado pelo lobista Júlio Camargo, um dos principais delatores do esquema e ex-consultor da empresa Toyo Setal. Segundo Camargo, o lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, era conhecido por representar o PMDB no esqyema de corrupção.
As investigações apontaram que Baiano teria sido responsável por intermediar o pagamento de propina combinada com Camargo para facilitar um contrato de aquisição de navios-sonda pela Petrobras com a empresa coreana Samsung Heavy Industries Co.
O procurador geral da República, Rodrigo Janot, também reuniu indícios de que Temer teria recebido R$ 5 milhões do dono da construtora OAS, José Adelmário Pinheiro, conhecido como Leo Pinheiro, um dos empreiteiros condenados pelo escândalo da Petrobras. A menção ao pagamento está em uma troca de mensagens entre Pinheiro e Eduardo Cunha - no texto o presidente da Câmara se queixa de que o empreiteiro fez o repasse a Temer, mas não a outros líderes peemedebistas.
O vice-presidente negou ter se beneficiado de "qualquer recurso de origem ilícita", e disse não conhecer Baiano e Júlio Camargo.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/228900/Temer-“as-tarefas-difíceis-eu-entrego-à-fé-de-Cunha”.htm

MP tentou induzir depoimento contra Lula

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Áudio divulgado pelo Conjur mostra quatro procuradores do Ministério Público Federal pressionando um homem para depor contra o ex-presidente Lula; ameaças veladas, como “se o senhor disser isso, eu apresento documentos, e aí vai ficar ruim pro senhor” foram feitas em plena operação Lava Jato; a conversa foi gravada pelo filho do interrogado, um trabalhador da região de Atibaia, chamado Edivaldo Pereira Vieira; os autores da pressão foram os procuradores do Ministério Público Federal Athayde Ribeiro Costa, Roberson Henrique Pozzobon, Januário Paludo e Júlio Noronha, que tentam forçar o homem a dizer que conhece Jonas Suassuna, um dos proprietários do sítio frequentado por Lula; ouça o áudio
28 de Abril de 2016 às 19:52
Marcos de Vasconcellos, do Conjur - Ameaçar testemunhas com o intuito de influenciar o resultado de uma investigação criminal configura crime de coação no curso do processo, previsto no artigo 344 do Código Penal, já decidiu o Supremo Tribunal Federal. No entanto, é difícil imaginar qual é o possível desfecho quando a atitude é do próprio Ministério Público Federal.
Ameaças veladas, como “se o senhor disser isso, eu apresento documentos, e aí vai ficar ruim pro senhor”, que poderiam estar em um filme policial, foram feitas em plena operação “lava jato”. E em procedimento informal, fora dos autos.
O cenário é uma casa humilde no interior de São Paulo. Quatro procuradores batem à porta e, atendidos pelo morador — que presta serviços de eletricista, pintor e jardinagem em casas e sítios—, começam a questionar se ele trabalhou no sítio usado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e se conhece um dos donos do imóvel, o empresário Jonas Suassuna. Ao ouvirem que o homem não conhecia o empresário nem havia trabalhado no local, começam o jogo de pressões e ameaças:
Procurador: Quero deixar o senhor bem tranquilo, mas, por exemplo, se a gente chamar o senhor oficialmente pra depor daqui a alguns dias, e você chegar lá pra mim e falar uma coisa dessas...
Interrogado: Dessas... Sobre o quê?
Procurador: Sobre, por exemplo, o senhor já trabalhou no sítio Santa Barbara?
Interrogado: Não trabalho.
Procurador: O senhor já conheceu o senhor Jonas Suassuna?
Interrogado: Nunca... Nunca vi.
Procurador: O senhor já fez algum pedido pra ele em algum lugar?
Interrogado: Nem conheço.
Procurador: Então, por exemplo, aí eu te apresento uma série de documentações. Aí fica ruim pro senhor, entendeu?
A conversa foi gravada pelo filho do interrogado, um trabalhador da região de Atibaia. Os visitantes inesperados eram os procuradores do Ministério Público Federal Athayde Ribeiro Costa, Roberson Henrique Pozzobon, Januário Paludo e Júlio Noronha.
Nas duas gravações, obtidas pela ConJur, os membros do MPF chegam na casa do “faz tudo” Edivaldo Pereira Vieira. Sutilmente, tentam induzi-lo, ultrapassando com desenvoltura a fronteira entre argumentação e intimidação, dando a entender que dizer certas coisas é bom e dizer outras é ruim.
Na insistência de que o investigado dissesse o que os procuradores esperavam ouvir, fazem outra ameaça velada a Vieira, de que ele poderia ser convocado a depor e dizer a verdade.
Procurador: É a primeira vez, o senhor nos conheceu agora, e eventualmente talvez a gente chame o senhor pra depor oficialmente, tá? Aí, é, dependendo da circunstância nós vamos tomar o compromisso do senhor, né, de dizer a verdade, aí o senhor que sabe...
Interrogado: A verdade?
Procurador: É.
Interrogado: Vou sim, vou sim.
Procurador: Se o senhor disser a verdade, sem, sem problema nenhum.
Interrogado: Nenhum. Isso é a verdade, tô falando pra vocês.
Procurador: Então seu Edivaldo, quero deixar o senhor bem tranquilo, mas, por exemplo, se a gente chamar o senhor oficialmente pra depor daqui a alguns dias, e você chegar lá pra mim e falar uma coisa dessas...
Investigado ou testemunha
Ao baterem à porta de Vieira, um dos procuradores diz: “Ninguém aqui tá querendo te processar nem nada, não”.
No entanto, o nome de Pereira Vieira aparece na longa lista de acusados constantes do mandado de busca e apreensão da 24ª etapa da operação “lava jato”, que investiga se o ex-presidente Lula é o dono de sítio em Atibaia, assinado pelo juiz Sergio Fernando Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba.
Ao se despedirem, deixando seus nomes e o telefone escritos a lápis numa folha de caderno, os membros do MPF insistem que o investigado escondia algo e poderia “mudar de ideia” e decidir falar:
Procurador: Se o senhor mudar de ideia e quiser conversar com a gente, o senhor pode ligar pra gente?
Interrogado: Mudar de ideia? Ideia do quê?
Procurador: Se souber de algum fato.
Interrogado: Não...
Procurador: Se você resolver conversar com a gente você liga pra gente, qualquer assunto?
Interrogado: Tá.
Ouça aqui o áudio.
http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/228956/MP-tentou-induzir-depoimento-contra-Lula.htm