segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Em plena crise, desembargadores ganhando mais de 300 mil por mês


desembargadora escrota POSTED BY: ADMIN JANUARY 13, 2017 É tudo dentro do que a lei permite, destaca blogueiro de Mato Grosso Dinheiro de montão no Judiciário: 338 mil para Erotides, 287 mil para Maria H. Póvoas, 256 mil para Rubens de Oliveira – e mais e mais por Enock Cavalcanti, em seu blog, sugerido por Maria Fernanda Arruda A desembargadora Maria Erotides, em apenas um mês, o mês de dezembro de 2016, recebeu uma remuneração de R$ 338.017,41, que lhe foi paga pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A desembargadora Maria Helena Póvoas também não tem do que reclamar: em dezembro, sua remuneração (somando salários e o que mais?) bateu na casa dos R$ 287.759,17. Outros magistrados que ganharam acima de R$ 100 mil reais: RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO, Desembargador, R$ 256.522,45 MÁRIO ROBERTO KONO DE OLIVEIRA, Juiz de Direito, R$ 180.136,56 SEBASTIÃO DE ARRUDA ALMEIDA, Juiz de Direito, R$ 126.159,06 ANTÔNIA SIQUEIRA GONÇALVES RODRIGUES, Desembargadora, R$ 113.477,13 ABEL BALBINO GUIMARAES, Juiz de Direito, R$ 104.081,86 EMERSON LUIS PEREIRA CAJANGO, Juiz de Direito, R$ 104.081,85 FLÁVIA CATARINA DE AMORIM REIS, Juiza de Direito, R$ 104.281,86 GUIOMAR TEODORO BORGES, Desembargador, R$ 113.477,13 JONES GATTASS DIAS, Juiz de Direito, R$ 108.919,19 MONICA CATARINA PERRI SIQUEIRA, Juiza de Direito, R$ 104.081,86 PAULO DA CUNHA, Desembargador, R$ 102.050,47 Em meio à crise que sacode o Brasil e também Mato Grosso e seus municipios, a média salarial dos magistrados mato-grossenses, juízes e desembargadores, que conseguem juntar um monte de penduricalhos aos seus ganhos, bate na casa dos R$ 70 mil reais – quantia bem superior ao teto constitucional fixado por lei. E quantia bem superior aos ganhos dos seus concidadãos e concidadãs, em nosso Estado. Com o esquema dos penduricalhos, os magistrados mato-grossenses vão driblando a lei do teto e também a crise, navegando em um conforto inimaginável para a maioria dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras que são os maiores sacrificados pelo arrocho que a atual conjuntura nos impõe. No quadro em destaque abaixo, a PAGINA DO E (clique aqui para ver) divulga inteiro teor da folha salarial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso relativa ao mês de dezembro de 2016. É justo que esses 200 e pouco servidores públicos do Judiciário tenham direito a tanto, em detrimento de uma grande maioria de pessoas que vivem em nosso Estado? Essa uma reflexão que cabe a todos nós – e principalmente a eles também, os magistrados. É legal? É moral? É justo, em face da crise, com as suas trágicas consequências no setor da saúde e da segurança pública? Vivemos uma conjuntura em que todos os setores conscientes de nossa sociedade lamentam os 12 milhões de desempregados. Numa situação dessas, não me parece decente alguns poucos servidores públicos se cevarem de forma tão ávida com os recursos públicos deste nosso sacrificado Estado de Mato Grosso. Quem deveria agir para equilibrar esses ganhos, em face da Lei, deveriam ser as autoridades do Ministério Público. Mas lá no MP, também, os privilégios financeiros se manifestam de forma acintosa. O que fazer? http://falandoverdades.com.br/2017/01/13/em-plena-crise-desembargadores-ganhando-mais-de-300-mil-por-mes-dentro-da-lei/

Alguém pediu para desenhar o golpe. Aqui está.


A Petrobras informou que seu Conselho de Administração aprovou, em reunião realizada nesta quarta-feira, 28, a assinatura do contrato para venda da Companhia Petroquímica de Pernambuco (Petroquímica Suape) e da Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe) para o Grupo Petrotemex S.A. de C.V. e a Dak Americas Exterior, S.L, subsidiárias da mexicana Alpek.
O valor total da venda é de US$ 385 milhões e será pago em reais na data do fechamento da operação. Esse valor está sujeito a ajustes de capital de giro, dívida líquida e impostos a recuperar. Segundo nota divulgada pela Petrobras, a conclusão da operação deverá ser precedida da reestruturação das dívidas de longo prazo das duas companhias e estará sujeita às aprovações da Assembleia Geral Extraordinária da Petrobras, do Conselho de Administração do Alfa, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), e ao cumprimento de demais condições precedentes usuais.
O projeto faz parte das cinco transações que podem ter seus contratos assinados de acordo com a decisão cautelar do Tribunal de Contas da União (TCU), conforme divulgado em fato relevante de 20 de dezembro de 2016. As vendas estão também inseridas, de acordo com a nota divulgada, no programa de parcerias e desinvestimentos e será contabilizada para a meta do biênio 2015-2016. A venda está alinhada ao Plano Estratégico da Petrobras, que prevê a otimização do portfólio de negócios, com a saída integral das participações em petroquímica.
A Petrobras afirma ainda que, diante do posicionamento atual da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e tendo em vista que a Petroquímica Suape e a Citepe se tornaram subsidiárias integrais da Petrobras após uma operação de compra e venda de ações, e não por meio de uma incorporação de ações, sem qualquer diluição de participação societária dos acionistas da Petrobras, é inaplicável o direito de preferência previsto no art. 253 da LSA, à operação.
A Petroquímica Suape e a Citepe são subsidiárias integrais da Petrobras e fazem parte do Complexo Industrial Químico-Têxtil da companhia, localizado em Ipojuca, no Estado de Pernambuco. Juntas essas empresas reúnem três unidades industriais integradas: a de PTA (ácido tereftálico purificado), a de filamentos de poliéster e a de resina PET (polietileno tereftalato).
A Alpek é uma empresa mexicana do Alfa, S.A.B. de C.V. ("Alfa"), de capital aberto, que atua no setor petroquímico e que ocupa uma posição de liderança na produção de poliéster (PTA, PET e filamentos) no mundo. http://aesquerdavalente.blogspot.com.br/2016/12/alguem-pediu-para-desenhar-o-golpe-aqui.html

Por que Sergio Moro não julga o escândalo dos R$ 100 bilhões às teles?


Se o combate à corrupção no Brasil fosse realmente sério, o presente de Natal que o governo Michel Temer quis dar às teles seria investigado pelos mesmos entusiastas da Lava Jato. É o que defende o jurista Lênio Streck


Sergio Moro teles bilhões escândalo corrupção Sergio Moro e as empresas de telecomunicações no Brasil (Imagem: Pragmatismo Político) Lenio Luiz Streck, ConJur Começo com uma provocação: Em um país em que aquele que provoca tumulto em um posto de gasolina Petrobras situado em Agudo ou em Inhambu corre o risco de ser julgado em Curitiba face à competência infinita da operação “lava jato”, eis, aqui, um prato cheio e uma grande oportunidade de os procuradores e o juiz estenderem seus tentáculos para um esquema de corrupção que pode ocasionar cinco vezes mais prejuízos do que o caso Petrobras. Como a “lava jato” pode ser competente? Sei lá. Não faço a mínima ideia. Estou apenas metaforizando. Sergio Moro sempre dá um jeito de ver e encontrar uma conexão. Aqui, uma ideia: o escândalo de que falo é o da Lei Geral das Telecomunicações, que concede benefícios às teles no valor de R$ 100 bilhões. Tão escandaloso que a Ministra Cármen Lúcia concedeu liminar para trancar a tramitação relâmpago no Senado (para evitar, inclusive, de corrermos o risco de o Presidente Temer sancionar). Qual é a tese da conexão, então? Simples: como se trata de um escândalo envolvendo telecomunicações e como todos os envolvidos possuem telefones celulares e alguns componentes dos aparelhos vem do petróleo, bingo. Eis a conexão para levar tudo para Curitiba. Tudo sempre está interligado, como na história do sujeito que dá uma bofetada no outro por tê-lo chamado, por dedução, de “corno”. Afinal, o desafeto ofereceu-lhe um pedaço de queijo. Que vem do leite. Que vem da vaca. Que tem chifres. Simples, pois. É uma blague, mas estou provocando a seletividade reinante no combate à corrupção em Pindorama. O Procurador-Geral da República já deveria ter entrado em campo. Ele mesmo deveria ter entrado com a ação para evitar a criação desse monstrengo de mais de R$ 100 bilhões (isso é demonstrado por várias fontes: o próprio mandado de segurança, informações do Tribunal de Contas, O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a Associação Brasileira de Procons e outras 18 organizações civis assinaram uma nota de repúdio contra o ato da Mesa Diretora do Senado Federal que rejeitou recursos parlamentares que pediam a análise em plenário do projeto de lei; basta procurar no Google). Até a revista Veja falou no assunto, mostrando de onde veio o “presente” para as Teles. Está lá, bem claro, como f(Oi), ao vivo, tim tim por tim tim. O que quero lembrar? Quero lembrar os gritos (histéricos) dos parlamentares na hora do afastamento da Presidente Dilma: “ – pelo Brasil, por meus filhos, por um país decente, pela Lava Jato, por meus cachorros, por minha namorada, por minha amante etc”. Como se começasse um Brasil do zero. Ora, ledo engano. Ilusão de quem acreditava nisso, hipocrisia de quem se aproveitou da situação. Basta ver o número de pessoas que estão listadas nas delações. Portanto, um aviso aos moralistas de plantão: não existe uma sociedade sem vícios. Como já tantas vezes contei aqui, temos de reler, constantemente, a fábula das abelhas do barão de Mandeville: Vícios privados, benefícios públicos. As abelhas que tentaram zerar os vícios a qualquer custo – que eram as abelhas moralistas – , ajudaram a colocar a sociedade no caos, a ponto de pedirem para a rainha que restaurasse os vícios. Está lá na fábula. Leiam. Daí a máxima: vícios privados, benefícios públicos. Só que, em Pindorama, o lema é: vícios públicos, benefícios privados. Invertemos a fábula do Barão. Tentando ser mais simples, o episódio do Telegate (ou os bilhões natalinos das teles) apenas mostra que, em uma democracia, temos de seguir as regras do jogo. Não se tem como obrigar a que as pessoas sejam virtuosas. De que adianta fragilizar direitos fundamentais? De que adianta violar garantias e querer legitimar provas ilícitas obtidas de “boa fé”? De um lado se faz isso… e de outro vem um escândalo cinco vezes maior. Isso apenas prova de que o patrimonialismo brasileiro tem raízes fortes. E que, no combate à corrupção, não existem bons e maus corruptos. Não dá para ser seletivo. Mas não dá, mesmo. Que este escândalo das teles (o TeleGate) seja um exemplo de que não podemos escolher inimigos. Que devemos ser imparciais no combate à corrupção. E que há vários modos de fazer corrupção. Pode-se receber dinheiro de caixa dois, etc aos moldes Lava Jato; mas também é possível entregar mais de 100 bilhões para empresas – cujo dinheiro daria para tapar o dito déficit da Previdência. As abelhas entendem bem isso? Sendo sarcástico mais uma vez: O que mais dói é ver que as multas que as Teles receberam durante esses anos foram apagadas no tal projeto. Tudo ao Vivo. Bem Claro. Com um Oi para a malta. Mas tudo Tim Tim por Tim Tim (desculpem-me o trocadilho). Todos meus telefonemas para o Procon, meus stresses com o 0800 foram em vão. Quero ver denúncias, agora, falando no clássico “lavagem de dinheiro e formação de quadrilha” ou coisas do gênero. Se o instituto da conexão “funcionar” – se me entendem a ironia – as celas de Curitiba deverão ser esvaziadas para novos hóspedes. Ou não? Leia também:
Governo Temer bate recorde de gastos com publicidade federal
Pela 1ª vez desde 2003, salário mínimo não tem aumento acima da inflação
Presente bilionário de Michel Temer às teles deveria ser escândalo nacional
Governo Temer quer recuperar concessões de rádio e TV para políticos
Leandro Karnal faz a melhor síntese do ano sobre ‘o que é a corrupção’ http://www.pragmatismopolitico.com.br/2017/01/moro-julga-escandalo-bilhoes-teles.html

Graças a Moro, Temer, PSDB, Globo, entregaram o pré-sal que vale US$ 30 trilhões á empresas americanas


moro-pre-sal POSTED BY: ADMIN OCTOBER 6, 2016 Em uma sessão longa e tumultuada, em que deputados da oposição vestiram jalecos de petroleiros para defender o pré-sal, e foram chamados de “ladrões”, aos gritos, por parlamentares governistas, foi aprovado o projeto de lei que retira da Petrobras a obrigatoriedade de participar da exploração do pré-sal e abre o negócio a empresas estrangeiras; placar foi de 292 votos a favor, 101 contra e uma abstenção; faltam ser analisados destaques ao texto, o que deve ocorrer na semana que vem 247 – Em uma sessão longa e tumultuada, em que deputados da oposição vestiram jalecos de petroleiros para defender o pré-sal, e foram chamados de “ladrões” por parlamentares governistas, foi aprovado o projeto de lei que retira da Petrobras a obrigatoriedade de participar da exploração do pré-sal e abre o negócio a empresas estrangeiras. “Com 292 votos favoráveis, golpistas acabam de entregar o pré-sal ao capital estrangeiro. Um retrocesso para a Petrobras. Uma lástima para o Brasil”, comentou a deputada Maria do Rosário (PT-RS) no Twitter. Para Ivan Valente (PSOL-SP), o projeto é uma “dilapidação do patrimônio público”. Leia mais no texto da Agência Câmara: Aprovado fim da participação obrigatória da Petrobras na exploração do pré-sal O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 292 votos a 101, o projeto de lei que desobriga a Petrobras de ser a operadora de todos os blocos de exploração do pré-sal no regime de partilha de produção (PL 4567/16, do Senado). Faltam ser analisados destaques ao texto, o que deve ocorrer na semana que vem. Por horas, a oposição obstruiu os trabalhos por ser contra a flexibilização da regra com o argumento de que isso abrirá caminho para a futura privatização da Petrobras e perda de arrecadação da União. A Lei 12.351/10 institui o regime de partilha e prevê a participação da Petrobras em todos os consórcios de exploração de blocos licitados na área do pré-sal com um mínimo de 30% e na qualidade de operadora. O operador é o responsável pela condução da execução direta ou indireta de todas as atividades de exploração, avaliação, desenvolvimento, produção e desativação das instalações. http://falandoverdades.com.br/2016/10/06/gracas-a-moro-temer-psdb-globo-entregaram-o-pre-sal-que-vale-us-30-trilhoes-a-empresas-americanas/

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

TEMER NÃO SABIA O QUE CUNHA E GEDDEL FAZIAM?


247 – Alvo de uma operação da Polícia Federal nesta sexta-feira 13, o ex-ministro Geddel Vieira Lima foi apontado como integrante de uma integração criminosa, pelo Ministério Público Federal, da qual também faria parte o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. O jogo entre os dois funcionava mais ou menos assim: como vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Geddel liberava empréstimos para grandes empresas e, em seguida, Cunha entrava em cena para cobrar propinas ou doações eleitorais ao PMDB de Michel Temer (leia mais aqui). Segundo o Ministério Público Federal, Cunha e Geddel faziam parte de uma quadrilha, assim com os demais investigados. "A fundamentação apresentada pela autoridade policial é bastante consistente, sendo os fatos narrados na representação indicativos de que os investigados Geddel Quadro Vieira Lima, Marcos Roberto Vasconcelos, José Henrique Marques da Cruz, e Marcos Antonio Molina dos Santos faziam parte de uma verdadeira organização criminosa", afirma no documento o procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes. Uma questão, no entanto, não foi colocada: como Geddel, que havia sido derrotado na disputa para o governo da Bahia em 2010, se tornou vice-presidente da Caixa Econômica Federal? A resposta é simples: Michel Temer. Como vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, foi ele quem exigiu do ex-ministro Antonio Palocci, então chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff, a nomeação – o que se confirmou em março de 2011 (leia mais aqui). Como o PMDB era peça importante da coalizão governista, Dilma se viu forçada a aturá-lo durante pouco mais de dois anos. Acabou demitindo-o em dezembro de 2013, quando já eram fortes os rumores do seu modus operandi (leia mais aqui). Temer e Geddel atuam juntos há quase três décadas e consta que Temer chorou quando teve que demiti-lo após o caso Marcelo Calero – o ex-ministro da Cultura que revelou como o político baiano usava o cargo em busca de benefícios pessoais, no caso da torre La Vue. Se foi Temer quem exigiu de Palocci a vice-presidência corporativa da Caixa Econômica Federal, a grande questão é: ele nem desconfiava de como seu pupilo atuava? Num vídeo viral na internet, Temer diz que entregava missões impossíveis a Eduardo Cunha. Geddel, ao que tudo indica, era também uma peça importante dessa engrenagem. http://www.brasil247.com/pt/247/poder/275008/Temer-n%C3%A3o-sabia-o-que-Cunha-e-Geddel-faziam.htm

Lula 2017


O ano passado foi certamente um dos mais tristes da vida política do Lula. Sua fisionomia, saindo com a Dilma do Palácio do Planalto, era a cara de tristeza de todos nós. Mais ainda dele, com a consciência plena de que ali, naquele momento, terminava o extraordinário ciclo político que ele havia iniciado 13 anos antes. Com a consciência de que o que estava em jogo não era apenas a democracia, mas o destino dos milhões e milhões de brasileiros que haviam melhorado tanto de vida desde que ele tinha assumido a presidência do Brasil. Um ciclo pelo qual ele havia batalhado durante quase duas décadas, perdido três vezes, se dito que em 2002 ele fazia sua ultima tentativa e que, daquela vez, teria que ser pra vencer. E venceu. E comandou a maior transformação que o Brasil já viveu, fazendo não apenas com que todos os brasileiros comessem três vezes ao dia, como vivessem o maior processo de ascensão social que já tivessem vivido. Quando ele saiu da presidência, em 2011, ele considerava que tinha deixado um processo consolidado, sem maiores riscos de retrocesso, tal o apoio – de mais 80% - que ele tinha da população, como forma de expressão da concordância da grande maioria com o que tinha sido seu governo. Se tratava de aprofundar as transformações iniciadas no seu governo e consolidá-las. Quando as ofensivas da direita começavam a demonstrar sua vontade de terminar com os governos do PT de qualquer maneira, Lula começou a dizer que só voltaria a ser candidato se houvesse o risco da direita voltar ao poder. http://www.brasil247.com/pt/blog/emirsader/274960/Lula-2017.htm

GEDDEL LIBERAVA CRÉDITO E MANDAVA SMS A CUNHA: AGORA É COM VOCÊ


247 - A Polícia Federal divulgou mensagens trocadas entre Geddel Vieira Lima, ex-ministro e ex-braço direito de Michel Temer, e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em um relatório sobre a Operação Cui Bono, deflagrada nesta sexta-feira 13. A investigação apura um esquema de fraude que funcionou na Caixa Econômica Federal pelo menos entre 2011 e 2013 na liberação de crédito a empresários. Na época, Geddel ocupava o cargo de vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, e Cunha era deputado. Os dois são acusados de cobrar propina de empresários para emprestar dinheiro do banco. Em um dos casos, envolvendo a empresa Marfrig, do ramo de frigoríficos, Geddel informou a Cunha por SMS que o voto sairia naquele dia. "Opiniao de voto: favoravel", dizia a primeira mensagem de Geddel, seguida de outra: "Ja foi,Agora e vc", que a PF entendeu como "Já foi, agora é com você". As mensagens estavam em um celular apreendido pela PF no âmbito da Operação Catilinárias, realizada em 15 de dezembro de 2015. O aparelho estava em desuso e foi encontrado na residência oficial do então presidente da Câmara Eduardo Cunha. A dupla pode ter cometido crimes de corrupção, quadrilha e lavagem de dinheiro. Em seu pedido de busca e apreensão à 10ª Vara Federal de Brasília, o Ministério Público Federal afirmou que Geddel Vieira Lima fazia parte "de uma verdadeira organização criminosa". Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta sexta em imóveis de Geddel em Salvador por ordem do juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, que em seu despacho, afirmou que o ex-ministro agia "internamente, em prévio e harmônico ajuste com Eduardo Cunha e outros, para beneficiar empresas com liberações de créditos dentro de sua área de alçada e fornecia informações privilegiadas para outros membros do grupo criminoso". Em nota, a Caixa informou que 'presta irrestrita colaboração com as investigações'. Leia a íntegra: "Em relação à Operação da Polícia Federal realizada nesta sexta-feira (13 de janeiro) e no que diz respeito à CAIXA, esclarecemos que o banco está em contato permanente com as autoridades, prestando irrestrita colaboração com as investigações, procedimento que continuará sendo adotado pela CAIXA." Leia mais na Agência Brasil: Geddel, Cunha e outros investigados agiam para beneficiar empresas, diz MPF Alex Rodrigues - A operação que a Polícia Federal deflagrou hoje (13), no Distrito Federal, Bahia, Paraná e São Paulo para investigar um suposto esquema de fraudes na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal, entre 2011 e 2013, teve origem na obtenção de informações extraídas de um aparelho celular apreendido em 2015, do ex-presidente da Câmara, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ao pedir à Justiça Federal autorização para a PF cumprir sete mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais das quatro unidades da federação, o Ministério Público Federal (MPF) citou Cunha e o ex-ministro Geddel Vieira Lima como suspeitos de possíveis crimes de corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, praticados entre 2011 e 2013. Para o procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, Geddel "valeu-se de seu cargo na Caixa para, de forma orquestrada, beneficiar empresas com liberações de créditos dentro de sua área de alçada e fornecer informações privilegiadas para outros membros da quadrilha composta, ainda, por Eduardo Cunha" e outros. Também são representados o ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Fábio Ferreira Cleto; o ex-vice-presidente de Gestão de Ativos Marcos Roberto Vasconcelos, exonerado do cargo a pedido em setembro de 2016; o servidor da Caixa, José Henrique Marques da Cruz, que chegou a ocupar a vice-presidência de Varejo e Atendimento do banco, além do fundador da Marfrig Alimentos, Marcos Antonio Molina, e do doleiro Lúcio Bolonha Funaro. Segundo o MPF, o ex-deputado Eduardo Cunha manipulava a liberação de créditos na Caixa com o envolvimento de Cleto e, possivelmente, do então vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, Geddel Vieira, mencionado em diversas mensagens eletrônicas como beneficiários de valores desviados por meio do esquema. Geddel ocupou a vice-presidência de Pessoa Jurídica da Caixa entre março de 2011 e dezembro de 2013. Entre 2007 e 2010, período do segundo governo Lula, Geddel chefiou o Ministério da Integração Nacional. Em maio de 2016, voltou ao Palácio do Planalto como ministro-chefe da secretaria de governo do presidente Michel Temer, deixando o cargo em novembro do mesmo ano, alvo de suspeitas de ter atuado para beneficiar uma construtora na Bahia. De acordo com o MPF, foi o ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Fábio Cleto quem, ao prestar depoimentos à Procuradoria-Geral da República, acusou Eduardo Cunha de ter recebido propina de empresas em troca da liberação de verbas do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FI-FGTS ). A gestão do fundo estava sob a responsabilidade da vice-presidência de Gestão de Ativos, então ocupada por Marcos Roberto Vasconcelos, que foi exonerado do cargo a pedido, em setembro de 2016. Para o procurador Cordeiro Lopes, os indícios de irregularidades já reunidos apontam que os investigados operaram para fraudar a liberação de créditos da Caixa empregando técnicas semelhantes às usadas para desviar recursos da Petrobras e já reveladas pela Operação Lava Jato. Entre outras acusações, o procurador sustenta que Cunha obtinha empréstimos fraudulentos para empresas participantes do esquema junto à diretoria comandada por Geddel. Dentre as empresas citadas como beneficiárias do esquema estão o grupo J&F, a BR Vias (pertencente ao Grupo Constantino e alvo da Operação Lava Jato), a Oeste Sul Empreendimentos Imobiliários, Digibrás, Inepar, Grupo Bertin, entre outras. "A BR Vias beneficiava-se de sistemática ilícita para obtenção de recursos junto à CEF, contando com a participação ativa do então vice-presidente de Pessoa Jurídica, Geddel Vieira Lima, bem como do ex-deputado federal Eduardo Cunha e de Fábio Cleto e Lúcio Bolonha", afirma o procurador. Em uma mensagem extraída do telefone apreendido de Cunha, Geddel informa o ex-presidente da Câmara de que há problemas na liberação de créditos para a Oeste Sul. "Outras mensagens dão testemunho de que, assim como a BR Vias, outras empresas vinculadas à família Constantino negociavam a obtenção de recursos na vice-presidência de Pessoas Jurídicas da CEF", relata Cordeiro Lopes, mencionando o grupo Marfrig e Seara como beneficiários do esquema. Diante dos argumentos e elementos apresentados pelo MPF, o juiz federal Allisney de Souza Oliveira autorizou a PF a fazer buscas e apreender documentos em endereços residenciais e comerciais ligados aos investigados e na própria Caixa. Também a pedido do MPF, o magistrado suspendeu o sigilo de todo o processo, inicialmente enviado ao STF, devido ao foro privilegiado de que Geddel e Cunha dispunham no início das investigações e, posteriormente, remetidos para o Tribunal Regional Federal do Distrito Federal. Procurada, a assessoria do PMDB informou que Geddel ainda não se pronunciou sobre as suspeitas. A reportagem ainda não conseguiu contato com o ex-ministro, com os advogados de Eduardo Cunha e com os demais alvos dos mandados de busca e apreensão. A Caixa informou que o banco está em contato permanente com as autoridades, prestando irrestrita colaboração com as investigações, procedimento que continuará sendo adotado pela instituição. http://www.brasil247.com/pt/247/poder/275010/Geddel-liberava-cr%C3%A9dito-e-mandava-SMS-a-Cunha-agora-%C3%A9-com-voc%C3%AA.htm

TEMER CELEBRA ESTAGNAÇÃO E APANHA DOS INTERNAUTAS


247 - Michel Temer foi nesta sexta ao Twitter celebrar a estagnação econômica que vive o País - o "crescimento" de 0,2% da atividade econômica em novembro - e recebeu uma onda de protestos dos internautas. "Tem mais de 12 milhões de desempregados lá fora que não vão sobreviver de mentiras...", lembrou um internauta. "Pense que aumento", ironizou outro. Um terceiro ainda lembrou que o índice representava as vendas da Black Friday, que ocorre nesse mês. Temer foi atacado ainda por outros temas que não têm relação com a postagem. Os seguidores o questionaram sobre Geddel Vieira Lima, alvo de investigação da Polícia Federal que apura um esquema de propina na liberação de créditos na Caixa, além de ter sido chamado de "golpista" e "ilegítimo". http://www.brasil247.com/pt/247/economia/275039/Temer-celebra-estagna%C3%A7%C3%A3o-e-apanha-dos-internautas.htm

PIMENTA VAI À PGR CONTRA TEMER E MARCELA POR MUDANÇAS NO ALVORADA

Beto Barata/PR
Brasília 247 - O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) anunciou nesta sexta-feira 13 que vai protocolar, na próxima semana, uma ação junto ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, cobrando investigação sobre a mudança do mobiliário do Palácio da Alvorada realizada por Michel Temer e sua esposa, Marcela Temer. O assunto ganhou a imprensa nesta sexta após uma entrevista do ex-responsável pela curadoria dos palácios do Alvorada e do Planalto, Claudio Soares Rocha, ao Poder 360, em que ele revela que o casal tem feito mudanças como a retirada de móveis vermelhos e pretos do edifício de Oscar Niemeyer - que é tombado - e a colocação de uma tela no primeiro andar para a proteção de Michelzinho, que está prestes a completar 8 anos. "Tapetes foram substituídos por uma questão de gosto pessoal, porque não gostam de tapete vermelho. Os sofás têm sido substituídos porque não gostam de sofá preto ou do sofá cor de telha, apesar dessas cores terem sido escolhidas pela própria Ana Maria Niemeyer e pelo Oscar Niemeyer na década de 60", contou. "O problema é que o Palácio [da Alvorada] é um espaço público, é um prédio tombado e não faz nenhum sentido esse tipo de mudança, esse tipo de interferência num espaço que é público", ressaltou Rocha. Pimenta considera "um absurdo" as mudanças que desfiguram o edifício. "Assim como confundiu democracia com ditadura da maioria, o casal golpista confunde o patrimônio público com seus bens privados", diz o parlamentar. "Os Palácios do Executivo são patrimônio público, não casa particular do ocupante da vez, muito menos de um golpista!", publicou o deputado em sua conta no Twitter. O deputado conta ter consultado normas como o decreto nº 99.245, publicado a 10 de maio de 1990, que institui o "Projeto Palácio da Alvorada" e tem a finalidade de "de guarnecer o Palácio da Alvorada com uma coleção permanente de obras de arte, documentos, mobiliários e objetos utilitários, representativos da identidade cultural brasileira". Ele lembra que, durante o governo Lula, quando um canteiro de flores vermelhas em formato de estrela foi plantado no jardim do Palácio da Alvorada, a imprensa e a oposição protestaram com veemência, acusando o governo de "aparelhar" o espaço público com um símbolo do PT e, com isso, violar as normas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. À época, o gerente de proteção do Iphan, o arquiteto José Leme Galvão, refutou as acusações e afirmou que um canteiro de quatro metros de diâmetro era muito pequeno para descaracterizar um jardim de 38 hectares. http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/275034/Pimenta-vai-%C3%A0-PGR-contra-Temer-e-Marcela-por-mudan%C3%A7as-no-Alvorada.htm

PAULO COELHO SUGERE QUE TEMER E AÉCIO DESTRUÍRAM O BRASIL


247 - O escritor Paulo Coelho usou sua conta no Twitter, onde tem 11,5 milhões de seguidores, para criticar Aécio Neves e Michel Temer, sugerindo que a dupla destruiu o Brasil. O autor de "O Alquimista" republicou uma postagem em que o senador tucano era só elogios a Temer e ironizou: "meus 2 amores, o que seria do Brasil sem vocês? Corríamos o risco de voltar a respeitar uns aos outros, mesmo divergindo politicamente". O post do escritor fez sucesso entre seus seguidores. http://www.brasil247.com/pt/247/cultura/274927/Paulo-Coelho-sugere-que-Temer-e-A%C3%A9cio-destru%C3%ADram-o-Brasil.htm