sexta-feira, 18 de maio de 2018

Agora, STF manda soltar traficantes


247 - O STF mandou soltar ontem 11 traficantes internacionais de drogas condenados no Ceará. Um habeas corpus impetrado pelo advogado Bruno Lima Pontes em favor de Antônio Márcio Renes Araújo acabou beneficiando quase a metade de uma quadrilha de narcotraficantes. A ordem foi dada ontem (17) pelo ministro Marco Aurélio Mello.

Antônio Márcio Renes Araújo havia sido preso durante a Operação Cardume em 2015 e sentenciado, em 2017, pelo juiz Danilo Fontenele, da 11ª Vara da Justiça Federal. Ele pegou uma das maiores penas: 197 anos, 10 meses e 18 dias de reclusão em regime fechado. Segundo investigação da Polícia Federal no Ceará e denúncia do Ministério Público, Renes cometeu crime de organização criminosa, tráfico internacional de drogas e 17 delitos de lavagem de dinheiro quando comprou, construiu, alugou imóveis, comercializou veículos e movimentou recursos financeiros em nome de laranjas.

O ministro Marco Aurélio Mello entendeu que os narcotraficantes, com atuação no Brasil, Bolívia, Paraguai, Itália e Portugal, deveriam aguardar em liberdade o resultado da apelação da sentença condenatória ao Tribunal Regional da 5ª Região (TRF-5), em Recife. O ministro do STF derrubou, em caráter liminar, a preventiva que mantinha os traficantes presos.

De acordo com Marco Aurélio, a concessão do habeas corpus se justifica porque os condenados se encontram recolhidos, “sem culpa formada, desde o dia 29 de setembro de 2015, há 2 anos, 7 meses e 12 dias. Surge o excesso de prazo. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo, viola o princípio da não culpabilidade”, escreveu o ministro na liminar. O magistrado, ao mandar soltar os traficantes internacionais, concordou com os argumentos da defesa. Os advogados alegaram que apenas a condenação em 1ª instância não justificava a continuação da privação de liberdade enquanto a apelação não fosse julgada.

A decisão de Marco Aurélio em benefício dos traficantes contradiz a praxe da Operação Lava Jato, que tem sido mantido encarcerados diversos réus condenados em 1ª instância.

Leia aqui a reportagem de O Povo.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/ceara247/355345/Agora-STF-manda-soltar-traficantes.htm

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Depois que os golpistas quebraram as empresas nacionais, agora querem vender o patrimônio dos brasileiros para os estrangeiros

‘Temer vende o pouco que sobrou da privataria predatória do PSDB’

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Pernambuco 247 - Integrante da Frente Parlamentar em Defesa da Chesf, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou, nesta quarta-feira (16), que a Medida Provisória nº 814/17, que prevê a privatização da Eletrobrás e suas subsidiárias, é um “crime de lesa-pátria de Temer, mais uma dilapidação do patrimônio público em favor do setor privado, que será combatido duramente nas ruas e no Congresso Nacional”.

A MP foi aprovada na comissão e seguiu para a Câmara dos Deputados na semana passada. Humberto votou contra a proposta e acredita que o jogo vai virar contra o governo, pois acha impossível que um parlamentar nordestino vote, de sã consciência, contra um patrimônio da região e do povo. “Sem a Chesf, não teríamos levado luz para os nordestinos, como nos governos Lula e Dilma, por meio do Luz para Todos”, afirmou.

Ele ressaltou que, enquanto grandes nações, como a França, estão reestatizando setores basilares ao interesse nacional, o Palácio do Planalto está comercializando o pouco que sobrou da “privataria predatória dos governos do PSDB”.

Humberto disse que a Chesf, com 70 anos de experiência e responsável pelo atendimento de mais de 80% dos municípios nordestinos, cobra pela energia um preço que leva em conta a precária condição social de parte expressiva do povo – o que não irá ocorrer caso a companhia passe para o setor privado.

“A partir dessa canhestra privatização, o regime de cotas que hoje permite essa amortização nos preços praticados vai ter fim e o valor do Megawatt-hora aumentará em mais de 200%, afetando diretamente o bolso daqueles que mais precisam, especialmente nesse terrível momento de crise pelo qual passamos”, observou.

Segundo ele, pelas mãos de Lula e de Dilma, a Chesf teve um crescimento recorde, aumentando em 30% a quantidade de subestações e ampliando a oferta de energia para todo o Nordeste. São mais de 4 mil trabalhadores que erguem e honram um patrimônio de 14 usinas hidrelétricas, 130 subestações e mais de 20 mil quilômetros de linhas de transmissão.

“Agora, pelas garras nefastas de Temer, a companhia está sendo entregue à iniciativa privada numa transação espúria e vergonhosa”, criticou. “A venda da Chesf significa a privatização do próprio rio São Francisco.”

Eletrobrás

Para o líder da Oposição, a especulação a que Temer submeteu o sistema Eletrobrás já fez o lucro da empresa no primeiro trimestre deste ano despencar em 96% em relação ao mesmo período do mês passado. Tudo resultado, segundo ele, da ação do próprio governo, que contratou por R$ 2 milhões uma assessoria especializada para vazar dados negativos da empresa à imprensa, com a finalidade de que ela fosse atacada.

“É a estratégia de desgastar, diminuir, sucatear para, depois, vender aos amigos um patrimônio nacional a preço de banana. É mais um golpe no trabalhador, que, somente nos últimos dias, encarou um novo reajuste de 50 centavos no litro da gasolina, cujo valor já bate nos R$ 5, além de sofrer com aumentos abusivos do gás de cozinha e o da própria tarifa de energia elétrica”, disparou.

“O parlamentar que votar favorável a esse descalabro vai ser, juntamente com esse governo vendilhão, enxotado para o lixo da história, que é o local onde merecem estar aqueles que traem o Brasil e os brasileiros”, finalizou.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/355178/%E2%80%98Temer-vende-o-pouco-que-sobrou-da-privataria-predat%C3%B3ria-do-PSDB%E2%80%99.htm

No Le Monde, Lula explica por que quer voltar a ser presidente do Brasil


Por Luiz Inácio Lula da Silva, no Le Monde – Sou candidato a presidente do Brasil, nas eleições de outubro, porque não cometi nenhum crime e porque sei que posso fazer o país retomar o caminho da democracia e do desenvolvimento, em benefício do nosso povo. Depois de tudo que fiz como presidente da República, tenho certeza de que posso resgatar a credibilidade do governo, sem a qual não há crescimento econômico nem a defesa dos interesses nacionais. Sou candidato para devolver aos pobres e excluídos sua dignidade, a garantia de seus direitos e a esperança de uma vida melhor.
Na minha vida nada foi fácil, mas aprendi a não desistir. Quando comecei a fazer política, mais de 40 anos atrás, não havia eleições no País, não havia direito de organização sindical e política. Enfrentamos a ditadura e criamos o Partido dos Trabalhadores, acreditando no aprofundamento da via democrática. Perdi 3 eleições presidenciais antes de ser eleito em 2002. E provei, junto com o povo, que alguém de origem popular podia ser um bom presidente. Terminei meus mandatos com 87% de aprovação popular. É o que o atual presidente do Brasil, que não foi eleito, tem de rejeição hoje.
Nos oito anos que governei o Brasil, até 2010, tivemos a maior inclusão social da história, que teve continuidade no governo da companheira Dilma Rousseff. Tiramos 36 milhões de pessoas da miséria extrema e levamos mais de 40 milhões para a classe média.  Foi período de maior prestígio internacional do nosso país. Em 2009, Le Monde me indicou “homem do ano”. Recebi estas e outras homenagens, não como mérito pessoal, mas como reconhecimento à sociedade brasileira, que tinha se unido para a partir da inclusão social promover o crescimento econômico.
Sete anos depois de deixar a presidência e depois de uma campanha sistemática de difamação contra mim e meu partido,  que reuniu  a mais poderosa imprensa brasileira e setores do judiciário, o momento do país é outro: vivemos retrocessos democráticos, uma prolongada crise econômica, e a população mais pobre sofre, com a redução dos salários e da oferta de empregos, o aumento do custo de vida e o desmonte de programas sociais.
A cada dia mais e mais brasileiros rejeitam a agenda contra os direitos sociais do golpe parlamentar que abriu caminho para um programa neoliberal que havia perdido quatro eleições seguidas e que é incapaz de vencer nas urnas. Lidero, por ampla margem, as pesquisas de intenções de voto no Brasil porque os brasileiros sabem que o país pode ser melhor.
Lidero as pesquisas mesmo depois de ter sido preso em consequência de uma perseguição judicial que vasculhou a minha casa e dos meus filhos, minhas contas pessoais e do Instituto Lula, e não achou nenhuma prova ou crime contra mim. Um juiz notoriamente parcial me condenou a 12 anos de prisão por “atos indeterminados”. Alega, falsamente, que eu seria  dono de um apartamento no qual nunca dormi, do qual nunca tive a propriedade, a posse, sequer as chaves. Para me prender, e tentar me impedir de disputar as eleições ou fazer campanha para o meu partido, tiveram que ignorar a letra expressa da constituição brasileira, em uma decisão provisória por apenas um voto de diferença entre 11 na Suprema Corte.
Mas meus problemas são pequenos perto do que sofre a população brasileira. Para tirarem o PT do poder após as eleições de 2014, não hesitaram em sabotar a economia com decisões irresponsáveis no Congresso Nacional e uma campanha de desmoralização do governo na imprensa. Em dezembro de 2014 o desemprego no Brasil era 4,7%. Hoje está em 13,1%.
A pobreza tem aumentado, a fome voltou a rondar os lares e as portas das universidades estão voltando a se fechar para os filhos da classe trabalhadora. Os investimentos em pesquisa desabaram.
O Brasil precisa reconquistar a sua soberania e os interesses nacionais. Em nosso governo, o País liderou os esforços da agenda ambiental e de combate à fome, foi convidado para todos os encontros do G-8, ajudou a articular o G-20, participou da criação dos BRICS, reunindo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, e da Unasul, a União dos países da América do Sul. Hoje o Brasil tornou-se um pária em política externa, que os líderes internacionais evitam visitar, e a América do Sul se fragmenta, com crises regionais cada vez mais graves e menos instrumentos diplomáticos de diálogo entre os países.
Mesmo a parte da população que apoiou a queda da presidenta Dilma Rousseff, após intensa campanha das Organizações Globo, que monopolizam a comunicação no Brasil, já percebeu que o golpe não era contra o PT. Era contra a ascensão social dos mais pobres e os direitos dos trabalhadores. Era contra o próprio Brasil.
Tenho 40 anos de vida pública. Comecei no movimento sindical. Fundei um partido político com companheiros de todo o nosso país e lutamos, junto com outras forças políticas na década de 1980, por uma Constituição democrática. Candidato a presidente, prometi, lutei e cumpri a promessa de que todo o brasileiro teria direito a três refeições por dia, para não passar fome que passei quando criança.
Governei uma das maiores economias do mundo e não aceitei pressões para apoiar a Guerra do Iraque e outras ações militares. Deixei claro que minha guerra era contra a fome e a miséria. Não submeti meu país aos interesses estrangeiros em nossas riquezas naturais.
Voltei depois do governo para o mesmo apartamento do qual saí, a menos de 1 quilômetro do Sindicato dos Metalúrgicos do da cidade de São Bernardo do Campo, onde iniciei minha vida política. Tenho honra e não irei, jamais, fazer concessões na minha luta por inocência e pela manutenção dos meus direitos políticos. Como presidente, promovi por todos os meios o combate à corrupção e não aceito que me imputem esse tipo de crime por meio de uma farsa judicial.
As eleições de outubro, que vão escolher um novo presidente, um novo congresso nacional e governadores de estado, são a chance do Brasil debater seus problemas e definir seu futuro de forma democrática, no voto, como uma nação civilizada. Mas elas só serão democráticas se todas as forças políticas puderem participar de forma livre e justa.
Eu já fui presidente e não estava nos meus planos voltar a me candidatar. Mas diante do desastre que se abate sobre  povo brasileiro, minha candidatura é uma proposta de reencontro do Brasil com o caminho de inclusão social, diálogo democrático, soberania nacional e crescimento econômico, para a construção de um país mais justo e solidário, que volte a ser uma referência no diálogo mundial em favor da paz e da cooperação entre os povos.
Artigo originalmente publicado pelo jornal francês Le Monde. Acesse a versão original.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/355182/No-Le-Monde-Lula-explica-por-que-quer-voltar-a-ser-presidente-do-Brasil.htm

Treze milhões de desempregados é um dos saldos da Reforma Trabalhista


Às vésperas de completar seis meses de vigência, a Reforma Trabalhista traduzida na Lei 13.467/2017 – enfiada goela abaixo do trabalhador brasileiro, pelo governo ilegítimo de Michel Temer, não melhorou a vida dos trabalhadores. Pelo contrário, acentuou a crise econômica, ao agravar ainda mais a concentração de renda, o desemprego e a desigualdade social. Esse é o entendimento de parlamentares da bancada do Partido dos Trabalhadores que participaram da comissão especial que tratou sobre o tema na Câmara dos Deputados. Nesta sexta-feira (11) a aprovação da reforma completa meio ano.

“Antes dessa reforma, nós já tínhamos a crise da terceirização, a crise econômica. Ela [a reforma] trouxe o desemprego que acentuou ainda mais essa crise. Então, essa reforma compromete o crescimento do País, o consumo e a saúde dos brasileiros. E, sobretudo, o sonho e a possibilidade desse brasileiro crescer. Estamos vendo as famílias morando no meio da rua, resultado da reforma Trabalhista”, avaliou a deputada Benedita Lula da Silva (PT-RJ), pontuando os dispositivos da lei que levam ao empobrecimento da classe trabalhadora, como são os casos dos contratos de trabalhos temporários ou o regime parcial de jornada e o trabalho intermitente que reduz drasticamente o valor da remuneração.

Para líder da Oposição na Câmara, deputado José Lula Guimarães (PT-CE), um dos articuladores para a derrubada do projeto nefasto do governo golpista, a Lei 13.467/2017 é a síntese da falácia sustentada pelos aliados do Temer que diziam que a proposta salvaria os empregos dos trabalhadores. “O saldo de seis meses da reforma são 13,7 milhões de desempregados, que perderam emprego com carteira assinada. Os golpistas diziam que a reforma era para gerar emprego. Essa reforma é a desconstituição do estado nacional dos direitos sociais dos trabalhadores, que acabou com a nossa CLT e colocou a selvageria na relação entre capital e trabalho. Portanto, essa reforma precisa ser anulada. É um desserviço ao trabalhismo brasileiro”, sentenciou Guimarães, ao lembrar que a lei não propicia reais condições de combate ao desemprego, à informalidade e à alta rotatividade.

O negociado sobre o legislado também é um dos pontos que prevalece na Lei 13.467/2017. Ou seja, os acordos ou convenções coletivas de trabalho entre o sindicato patronal e o de trabalhadores vão se sobrepor ao que rege a CLT. Na prática, tudo o que estiver na CLT poderá ser alvo de negociação, ou seja, o negociado terá prevalência sobre o legislado.

“Não se trata de uma reforma, trata-se do fim do Direito do Trabalho no Brasil e as consequências são visivelmente constatadas, com o aumento do desemprego, com rebaixamento dos salários, além de haver uma perda de espaço, de presença e de participação dos sindicatos que são muito importantes para nós preservarmos o regime democrático”, alertou o deputado Patrus Lula Ananias (PT-MG) que também foi membro da comissão especial que estudou a matéria.

Na avaliação do deputado Leonardo Lula Monteiro (PT), outro mineiro que atuou ferrenhamente para barrar a agenda golpista de Michel Temer, a nova lei trabalhista “piorou muito a situação para a classe trabalhadora”. Para o deputado, nome correto da legislação não é reforma, e sim, antirreforma.

“Essa lei retrocede ao período anterior a Getúlio Vargas. Com essa nova legislação, que eles estão chamando de Reforma Trabalhista, é permitido o trabalho intermitente, em que o trabalhador recebe menos do que um salário mínimo. Permite à mulher gestante trabalhar em área insalubre, de alta periculosidade. Portanto, isso é absurdo. Temos que debitar na conta desse governo golpista, da Reforma Trabalhista, os 13 milhões de desempregados que temos no País”, contextualizou o petista.

Estatuto do Trabalho – Foi lançado nesta quinta-feira (10), no Senado Federal, a proposta de Estatuto do Trabalho. O relator do projeto, senador Paulo Paim (PT-RS), disse que a proposta tem como objetivo recuperar direitos perdidos com a Reforma Trabalhista, a partir de amplo debate com a sociedade.

O Estatuto é uma sugestão legislativa (SUG 12/2018) que será apreciada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH). Após aprovação, a sugestão passará a tramitar como projeto de lei e será votada no Senado e na Câmara dos Deputados.

Saiba mais sobre a proposta do Estatuto do Trabalho:

https://ptnosenado.org.br/paim-e-entidades-apresentam-o-estatuto-do-trabalho-a-nova-clt/

Benildes Rodrigues

quarta-feira, 16 de maio de 2018

EUA, onde alunos passam fomes, investem seus dólares invadindo outras nações

Milhares de universitários nos EUA passam fome e não têm onde dormir, revela pesquisa

  • 9 maio 2018

Direito de imagem Getty Images Image caption Alguns alunos praticam o chamado "coach surfing", dormindo em sofás ou colchões infláveis de amigos ou colegas

Quando Supraja Sridhar estava estudando na universidade de Alabama-Birmingham, ele se deparou com um problema que nunca poderia imaginar: uma de suas colegas estava passando fome.

"Ela tinha três empregos, mas enfrentava muitas dificuldades para se sustentar. Não tinha os alimentos de que precisava", lamenta a jovem em conversa com a BBC.

Sridhar tinha um plano de alimentação contratado na universidade e ofereceu compartilhá-lo com a colega. Mas se pegou pensando: "será que há outros alunos na mesma situação que ela?"

Era 2013 e, naquela época, não havia muita informação sobre isso. No entanto, neste mês, um novo estudo surgiu ressaltando esse tema tão complexo: mais de um terço dos alunos em universidades americanas não têm dinheiro suficiente para se alimentarem de maneira adequada.

"Em toda a minha carreira, nunca trabalhei com algo tão triste", afirmou Sara Goldrick-Rab, da Universidade Temple, na Filadélfia, que liderou a pesquisa.

O relatório, publicado pela própria universidade e pelo centro Wisconsin HOPE Lab, se apresenta como "o estudo nacional mais amplo sobre esta crise".

Insegurança alimentar e moradia precária

Os pesquisadores analisaram respostas de 43 mil estudantes vindos de 66 universidades em 20 Estados e no Distrito de Columbia, e concluíram que 36% dos alunos não comiam o suficiente, nem tinham acesso a uma moradia segura.

O documento inclui informações sobre alunos de universidades e cursos técnicos, que servem de "ponte" para a faculdade, com cursos de dois anos mais acessíveis que podem ser validados em uma carreira posterior.

Para descrever a situação, os pesquisadores falam de "insegurança alimentar", em referência a pessoas que pularam refeições ou reduziram as quantidades do que comem por falta de dinheiro; e "moradia precária", ou a dificuldade em pagar contas ou a necessidade de se mudar com frequência.

Direito de imagem Getty Images Image caption "Os preços da universidade são os mais altos já vistos", denuncia a professora Sara Goldrick-Rab, que liderou o estudo

Entre as conclusões mais imporantes, encontra-se a porcentagem de alunos que passaram ao menos um dia sem comer no mês anterior à pesquisa por falta de dinheiro: 6% nas universidades e 9% nos cursos técnicos.

Os motivos que levam a isso são, segundo os pesquisadores, a alta do custo dos estudos, a dificuldade para encontrar um emprego em tempo parcial, a falta de auxílio adequado, o maior número de alunos com menor poder aquisitivo, e o desconhecimento do problema por parte de algumas instituições.

A situação acaba muitas vezes ignorada pelas universidades porque elas "não se enxergam necessariamente com uma função de 'cuidar de adultos'", destaca a responsável pela pesquisa.

"De certa forma, as universidades assumem que, se os alunos chegaram até lá, é porque têm a capacidade de cuidarem de si próprios", pontuou.

"Mas não se dão conta de que não se trata de não ser capaz de cuidar de si mesmo. Trata-se de não ter dinheiro suficiente para isso", completa a professora Sara Goldrick-Rab.

Os números do estudo, segundo ela, são apenas a "ponta do iceberg": "A verdade é que isso não representa a situação nacional, porque não há dados disponíveis para isso".

As dificuldades para pagar as faturas ou o preço de uma comida prejudicam o rendimento dos estudantes, sobretudo daqueles com menos recursos, e acaba muitas vezes forçando esses alunos a abandonarem as aulas.

Livros, aluguel ,comida...

Sridhar, conhecida como "Sippy", sabe bem como pesam os custos da vida universitária. A situação na qual encontrou sua amiga a surpreendeu e a fez começar um projeto que agora se tornou uma iniciativa nacional: "Donor to Diner" (um doador para um jantar, na tradução livre) ou D2D.

"Não queremos que um aluno que é bom não possa completar seus estudos porque não consegue se alimentar", explica a fundadora da iniciativa à BBC.

A jovem, que agora faz doutorado em Medicina na universidade do Sul do Alabama, considera urgente conscientizar a todos sobre a situação.

Direito de imagem DONOR TO DINER Image caption D2D: "Uma organização estudantil, gerida por estudantes"

"Quando se pensa em fome e insegurança alimentar, você normalmente não pensa em alunos universitários. Isso torna o problema mais grave: os estudantes pensam que isso é um problema isolado deles, mas não é bem isso".

Organizações como a D2D, lideradas e geridas por estudantes, estão largando na frente para mudar esse cenário com todo o tipo de campanhas, desde aquelas que oferecem comida gratuita até outras para criar redes em nível nacional.

Para Sridhar, na situação atual, qualquer pessoa pode ter problemas desse tipo devido aos altos custos das carreiras nos Estados Unidos: as elevadas taxas das universidades, dos livros e do aluguel.

"Muita gente sofre com este problema. A maioria, inclusive", concluiu.

Conclusões da pesquisa:

  • - 36% dos universitários pesquisados sofrem de "insegurança alimentar"; nos cursos técnicos, são 42%
  • - 36% dos universitários tinham uma "moradia precária", enquanto o número sobe para 46% no caso de estudantes de cursos técnicos
  • - 9% não tinham um lugar para morar em 2017: dormiam em albergues, em veículos ou em prédios abandonados; nos cursos técnicos, esse número era de 12%
  • Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/geral-44035476#_=_

O JUIZ QUE NEM DISFARÇA!...

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Deputado Estadual Rogério Correia

A tranquilidade com que o “juiz” Sergio Moro desfila sua parcialidade a favor de políticos do PSDB voltou em alto estilo. No caríssimo hotel Perrier, em Nova York, o “juiz” de primeira instância do Paraná participou ontem à noite de um evento organizado pela Lide, empresa pertencente a João Doria, o dublê de prefeito de São Paulo que afastou-se para concorrer pelo partido tucano ao governo paulista.

Sorridentes, os casais João e Bia Doria e Sergio e Rosângela Moro posaram para fotos em seus trajes de suposta “alta costura”. É jeca? Sim, é. Mas não há como negar: Sergio Moro nem disfarça mais sua tucanice (que Aécio Neves, antigo parceiro de fotos de Moro, não sinta ciúmes...).

Segundo pesquisa divulgada esta semana pela CNT/MDA, 90,3% dos brasileiros consideram que a Justiça brasileira não age de forma igual para todos. A desfaçatez de gente como Sergio Moro só nos leva a suspeitar que esse percentual deverá subir ainda mais nos próximos levantamentos...

Mandato Sempre na Luta
Rogério Correia, deputado do PT

Fonte: https://www.facebook.com/gilvanazevedoferreira.azevedo/posts/2177055209002075?notif_id=1526517099483784&notif_t=close_friend_activity

Moro é escrachado e chamado de “criminoso do ano” em Nova Iorque


Sindicalistas dos Estados Unidos e ativistas brasileiros realizaram nesta terça-feira (15), em Nova Iorque, um protesto contra a entrega do prêmio “homem do ano” dado ao juiz Sérgio Moro pela Câmara de Comércio Brasil/EUA. Uma das faixas citava Moro como “criminal of the year” (criminoso do ano), numa referência a sua atuação na operação Lava Jato contra os interesses nacionais e em defesa de empresas norte-americanas no Brasil.

Foto: Reprodução de vídeo

Organizada por coletivos que defendem a libertação de Lula e denunciam sua prisão política por Moro, a manifestação de repúdio reuniu dezenas de brasileiros e norte-americanos. Os ativistas denunciaram o golpe parlamentar, midiático e judicial que derrubou a presidenta eleita Dilma Rousseff há dois anos e frisaram que Lula é, de fato, prisioneiro político desde o dia 7 de abril e é vítima de uma perseguição promovida por setores do Judiciário e do Ministério Público, que têm como objetivo impedir a sua candidatura à presidência da República nas eleições de outubro.

Lawfare – “Eleição sem Lula é fraude”, dizia um dos cartazes. “Moro pratica lawfare”, dizia outro, referindo-se à prática fascista de Moro de usar a lei para alcançar objetivos político-ideológicos. O juiz de Curitiba condenou Lula por supostamente ser proprietário de um tríplex no Guarujá (SP), mas não apresentou uma prova sequer para incriminar o ex-presidente.

O líder do PT na Câmara, Paulo Lula Pimenta (RS), observou que o ato em Nova Iorque levanta uma suspeita sobre os motivos de um “juiz de província” ser tão homenageado nos EUA. Um dos motivos, em sua opinião, seria uma compensação a Moro por serviços prestados a empresários que faturaram alto com o desmonte da economia e de empresas brasileiras promovido pela operação Lava Jato e o golpe de 2016 liderado por Michel Temer, Eduardo Cunha, Aécio Neves, PSDB e DEM.

Gradualmente, vários sindicatos de peso dos EUA têm se unido ao comitê Defend Democracy in Brazil para defender a libertação de Lula. Participaram do ato a AFL-CIO (Federação Americana do Trabalho e Congresso de Organizações Industriais), o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos (USW), o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Automobilística, Aeroespacial e Agrícola dos Estados Unidos (UAW), o Sindicato dos Trabalhadores de Alimentos e sua Comercialização (UFCW), o Sindicato do Varejo, Atacado e Lojas de Departamentos (RWSDU) e os ativistas do Defend Democracy in Brazil.

“A situação no Brasil agora reflete o que pode acontecer quando você tem pessoas em posições de poder com a intenção de oprimir qualquer movimento para melhorar a vida dos trabalhadores”, disse o vice-presidente da USW International, Fred Redmond. “Moro está buscando uma mudança de regime no Brasil, não justiça”, completou Redmond.

O protesto teve início por volta das 17h (hora local) e ocorreu na entrada do Museu Americano de História Natural, onde ocorreu um jantar em homenagem a Moro e ao ex-prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, com convites que chegaram a custar US$ 26 mil (mais de R$ 90 mil) por pessoa.

Fonte: https://ptnacamara.org.br/portal/2018/05/15/moro-e-escrachado-e-chamado-de-criminoso-do-ano-em-nova-iorque/

PIB cai 0,13% no trimestre e prova que discurso da retomada é uma farsa


Reuters- A economia brasileira encolheu mais que o esperado em março, fechando o primeiro trimestre com contração de 0,13 por cento e corroborando a fraqueza da atividade neste início de ano em meio ao mercado de trabalho debilitado e ao cenário político que afetam a confiança.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado nesta quarta-feira, recuou 0,74 por cento em março na comparação com fevereiro, segundo dado dessazonalizado.

O resultado foi bem pior do que a expectativa em pesquisa da Reuters com analistas, de queda de 0,10 por cento, e o cenário mostra ainda mais fraqueza após a revisão pelo BC do dado mensal de fevereiro pelo BC para recuo de 0,10 por cento, após divulgar expansão de 0,09 por cento.

Com isso, o indicador que incorpora projeções para a produção nos setores de serviços, indústria e agropecuária, bem como o impacto dos impostos sobre os produtos, interrompe série de quatro trimestres de expansão.

Em março, a produção industrial encolheu 0,1 por cento e terminou o primeiro trimestre estagnada, enquanto o setor de serviços apresentou nos três primeiros meses do ano contração de 0,9 por cento. Somente o varejo terminou o período com ganhos, de 0,7 por cento, mas ainda indicando oscilações.

Enquanto a inflação e os juros permanecem baixos, o desemprego ainda elevado contém o consumo e impede melhora econômica mais robusta num ano de eleição presidencial envolta por indefinições.

Esses cenários vêm afetando a confiança de forma generalizada no país, inclusive já neste segundo trimestre, movimento que levou analistas consultados pela Reuters a alertarem para novo possível período de fraqueza da atividade.

Economistas consultados na pesquisa Focus do BC vêm reduzindo a expectativa de crescimento do PIB este ano, agora a 2,51 por cento, sendo que no início do ano, estava em torno de 3 por cento.

Os dados oficiais do IBGE sobre o desempenho do PIB no trimestre passado serão divulgados em 30 de maio.

Por Camila Moreira

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/economia/355043/PIB-cai-013-no-trimestre-e-prova-que-discurso-da-retomada-%C3%A9-uma-farsa.htm

Leilão do triplex cheira a fraude


Suspeitíssima a compra do triplex no leilão por um empresário obscuro que mal sabe dizer porque pagou 2,2 milhões naquele imóvel maldito. Tudo ali é suspeito: a criação de uma empresa 13 dias depois de iniciado o leilão só para comprar o apartamento, o lance feito 5 minutos antes de o leilão se encerrar, as declarações do leiloeiro, “surpreso” com o fato de terem dado um lance, ainda que com o valor mínimo estipulado. Que leilão é esse? Que só tem um lance com o valor mínimo.

Cheira a fraude.

Investidor – nem pequeno, nem médio, nem grande – não coloca seu dinheiro de maneira emocional em imóvel de valor incerto e propriedade judicializada. Ninguém sabe dizer quem era o dono do imóvel até hoje: OAS ou Caixa Econômica.

O investidor que pagou 2,2 milhões pelo triplex simplesmente não sabe dizer porque fez isso. Não vai morar, não vai passear, não sabe nada sobre as condições do imóvel. Justifica a compra dizendo do “valor histórico”. Tá.

Fraude da grossa e sem nenhuma sutileza. Esse triplex vai ser manchete de páginas policiais por muito tempo ainda. Tem dinheiro cruzado neste arremate, fato de solar e olímpica obviedade. Era preciso garantir a “manchete”.

A Lava Jato – e a imprensa tradicional – acha que o brasileiro é um imenso idiota. A classe média é. Mas o restante da população (90% do país) é gente honesta que trabalha. Poucos brasileiros ainda acreditam nessa fraude (que é a Lava Jato). Isso está escancarado nas pesquisas.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/colunistas/gustavoconde/355021/Leil%C3%A3o-do-triplex-cheira-a-fraude.htm

Comprador do triplex já foi condenado em fraude ligada ao PSDB

 

Foto: Mídia NINJA

SP 247 - O empresário Fernando Gontijo, que arrematou no último momento, por R$ 2,2 milhões, o triplex do Guarujá cuja propriedade foi atribuída, sem provas, ao ex-presidente Lula, foi condenado por improbidade no âmbito da Operação Confraria, deflagrada contra fraudes em licitações na Prefeitura de João Pessoa.

Gontijo e outros oito sentenciados – entre eles, o ex-governador do Estado e ex-prefeito de João Pessoa Cícero de Lucena Filho (PSDB), devem pagar multa de R$ 852 mil, por superfaturamento de obras públicas de infraestrutura bancadas com dinheiro de convênios entre a União e a Prefeitura.

Entre os projetos superfaturados, estão infraestruturas hídricas para comunidades ribeirinhas, dragagem e urbanização da Lagoa João Chagas e a dragagem do Rio Jaguaribe.

Na ação, Fernando é apontado como representante da Via Engenharia em uma licitação que teria sido fraudada. Ele recorre da decisão ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

A Via Engenharia tem uma história mais irônica: está citada na Lava Jato, como se vê na matéria do Metrópoles:

Fundada em Brasília na década de 1980, a empreiteira candanga é citada pelo delator Marcos Pereira Berti, diretor da Toyo Setal, como integrante de um grupo intermediário — uma espécie de Segunda Divisão — do chamado “Clube VIP” de construtoras que comandavam as fraudes em licitações da petroleira. As informações do executivo fazem parte de uma ação civil pública por improbidade administrativa apresentada, em 30 de maio, à 5ª Vara Federal de Curitiba. Assinam o documento a Advocacia-Geral da União (AGU), a Procuradoria da União no Paraná, o Grupo Permanente de Atuação Proativa da AGU e a Força-Tarefa da Lava Jato.

O inquérito de 161 páginas ao qual o Metrópoles teve acesso acusa nove réus e sete empreiteiras de improbidade administrativa. São eles: os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Pedro Barusco Filho; o doleiro Alberto Youssef; os executivos da OAS José Aldemário Pinheiro Filho (conhecido como Leo Pinheiro), Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Mateus Coutinho de Sá Oliveira, José Ricardo Nogueira Breghirolli e Fernando Augusto Stremel Andrade.

As empresas são a OAS S/A, a Construtora OAS Ltda., a Coesa Engenharia Ltda., a Construtora Norberto Odebrecht, a Odebrecht Plantas Industriais e Participações S.A., a Odebrecht S.A. e a UTC Engenharia S/A.

A ação civil pública, assinada por oito advogados da União, pede que os réus devolvam aos cofres públicos R$ 12 bilhões. (…)

Apesar da negativa da empresa, outro delator da Lava Jato, o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, coloca sob suspeição uma das mais suntuosas obras da Via Engenharia. Segundo o executivo, o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha é uma das construções em que houve sobrepreço para o pagamento de propinas e abastecimento de campanhas eleitorais.

A arena, erguida pelo consórcio formado entre a Andrade Gutierrez e a Via Engenharia, tem custo estimado em R$ 1,7 bilhão — o maior valor entre as 12 praças desportivas construídas para a Copa do Mundo de 2014. A cifra, entretanto, pode chegar a R$ 1,9 bilhão graças a um último contrato adicional, que ainda está ativo, referente a intervenções ao redor da praça desportiva que até hoje não foram executadas.

A Andrade Gutierrez confessou integrar o esquema para conseguir obras federais, incluindo estádios construídos para o Mundial. O caso veio à tona em novembro de 2015. Na ocasião, a Via Engenharianegou irregularidades à reportagem e afirmou “desconhecer as relações de outras empresas nos respectivos contratos com o governo”.

Além do Mané Garrincha, a Via Engenharia assina obras emblemáticas de Brasília, como as sedes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da Câmara Legislativa e o Shopping Popular.

Correção da edição: Matéria alterada às 10h34 para retirar imagem inadvertidamente colocada para identificar o empresário Fernando Gontijo.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/sp247/355038/Comprador-do-triplex-j%C3%A1-foi-condenado-em-fraude-ligada-ao-PSDB.htm