sábado, 23 de julho de 2016

Brito: Moro faz de Lula sua presa

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O Conversa Afiada reproduz artigo de Fernando Brito, no Tijolaço:

Moro mostra que Lula é sua presa e dela não abre mão

Chega a ser patética a manifestação feita nesta sexta-feira pelo juiz Sérgio Moro dizendo que tinha condições de prender Lula e preferiu não fazê-lo, tal como publica O Globo:
“Rigorosamente, a interceptação revelou uma série de diálogos do ex-presidente nos quais há indicação, em cognição sumária, de sua intenção de obstruir as investigações, como no exemplo citado, o que por si só poderia justificar, por ocasião da busca e apreensão, a prisão temporária dele, tendo sido optado, porém, pela medida menos gravosa da condução coercitiva”.
Prisão de alguém, ou em flagrante ou em presença de evidente dano à investigação criminal é imperiosa, não uma opção. Em que se confunde condução coercitiva com prisão temporária?
A peça apresentada por Moro ao STF já é, por si, uma demonstração de que estabeleceu-se o impensável: uma disputa entre o juiz e o acusado, o que por si só tira a serenidade do processo. Não são acusador (o MP) e a defesa em disputa, mas o confronto entre o acusado e o julgador.
Julgador que quer a sua presa, que não abre mão do troféu “Prendi o Lula”, o que joga por terra qualquer imparcialidade.
O que, em manifestação feita à noite pelos advogados de Lula, foi reafirmando, em nota que transcrevo:
Advogados reiteram parcialidade de Moro
Na data de hoje (22/07/2016), o juiz Sergio Moro recusou-se a reconhecer que perdeu a imparcialidade para julgar o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e apresentou sua defesa para futuro julgamento pelo Tribunal Regional Federal da 4ª. Região.A defesa apresentada por Moro, todavia, apenas deixou ainda mais evidente a sua parcialidade em relação a Lula, pois a peça: (a) acusa; (b) nega, de forma inconsistente, as arbitrariedades praticadas; (c) faz indevidos juízos de valor; e, ainda, (d) distorce e ignora fatos relevantes.
Juiz acusador.
Em documento remetido ao STF no dia 29/03/2016, o juiz Moro fez 12 acusações contra Lula imputando-lhe práticas criminosas e antecipou, indevidamente, juízo de valor sobre a propriedade do sítio de Atibaia (SP), sobre o qual arvorou jurisdição. A figura do juiz acusador é incompatível com a do juiz imparcial.
Na manifestação de hoje, Moro tenta amenizar sua indevida atuação acusatória contra o ex-Presidente sob o fundamento de que teria feito uso frequente das expressões ‘cognição sumária’, ‘em princípio’ ou ‘aparentemente’. Essa situação, todavia, não retrata a realidade, tanto é que Moro transcreveu em sua defesa apenas 3 das 12 acusações lançadas no documento dirigido ao STF, escondendo a maioria de conteúdo flagrantemente acusatório. O escopo da manifestação de Moro é inequivocamente de um acusador, quaisquer que sejam as expressões que ele tenha utilizado para edulcorar aquele documento.
Arbitrariedades.
Ao contrário do que foi sustentado, o juiz Moro praticou diversas arbitrariedades contra o ex-Presidente Lula, principalmente após ser deflagrada a 24ª. Fase da Operação Lava Jato. Lula foi indevidamente privado da sua liberdade em situação não prevista em lei, pois foi conduzido coercitivamente sem que tenha deixado de cumprir qualquer intimação previamente. Já o levantamento do sigilo das conversas interceptadas nos ramais telefônicos utilizados pelo ex-Presidente, seus familiares, colaboradores e advogados é expressamente vedado em lei e pode configurar crime. Quanto a este ponto, as próprias decisões proferidas pelo STF indicam que não houve um mero erro do julgador, até porque a lei não comporta qualquer interpretação que não seja a preservação do sigilo. Houve inequívoca intenção do juiz de produzir efeitos estranhos ao processo, para criar empecilhos jurídicos e políticos a Lula.
Essas arbitrariedades foram encaminhadas ao Procurador Geral da República em 16/06/2016 para análise sobre o eventual cometimento de abuso de autoridade pelo Juiz Moro, estando pendentes de análise.
Juízos indevidos de valor.
O excesso de medidas cautelares injustificadas já autorizadas pelo juiz Sergio Moro contra Lula é outro fator que não deixa dúvida de que ele aderiu precocemente a uma tese acusatória e, com isso, tornou-se parcial no caso. No documento emitido hoje, Moro volta a fazer indevidos juízos de valor na tentativa – inalcançável – de justificar tais medidas.
Distorções.
Na defesa hoje apresentada, Moro ignora o fato de ter participado e prestigiado o lançamento do livro do jornalista Vladimir Neto sobre a Operação Lava Jato – que coloca Lula, indevidamente, em papel central. Os direitos da obra já foram vendidos para a produção de uma série pela empresa norte-americana Netflix. O juiz ainda tergiversa em relação à sua participação em eventos envolvendo políticos que fazem oposição a Lula, chegando até mesmo a negar a ligação de João Dória Júnior, pré-candidato à prefeitura de São Paulo e autor de diversos atos difamatórios contra Lula, nos eventos organizados pela empresa Lide da qual é notório proprietário. Falta sinceridade na manifestação de Sergio Moro quando alega que não pode influir na linha editorial contraria a Lula dos veículos de comunicação, como se desconhecesse esse fato ao aceitar convites para atos que envolvem atores políticos e de propaganda opressiva.
Ao deixar de reconhecer que perdeu a imparcialidade para julgar Lula, diante de tão relevantes fatos, o juiz Moro comete inequívoco atentado contra a Constituição Federal e, ainda, contra os Tratados Internacionais que o Brasil se obrigou a cumprir, que asseguram a figura de um juiz imparcial e de um julgamento justo.
Os advogados de Lula tomarão todas as providências necessárias para que seu cliente não seja submetido a novas arbitrariedades.
Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira
http://www.conversaafiada.com.br/politica/brito-moro-faz-de-lula-sua-presa

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Dia 29 deste, haverá mais um Encontro Ufológico

Por Jacinto Pereira
https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTboTMpL6lmgHU9r3xWghhIYWoXu3BbLwwKreWLrk7wFtttOGuzCENTRO SOBRALENSE DE PESQUISA UFOLOGICA
Na próxima sexta feira 29/97 estaremos reunidos mais uma vez para trocarmos informações sobre Ufologia. O local será o mesmo das últimas reuniões, na rua Coronel Diogo Gomes 998 no Centro de Sobral - CE. Telefones para contato 88 999210172 e 88 988477189.
Lhes aguardo a partir das 19 horas. Será aberta a todos os que se interessarem pelo tema.
Um abraço


quarta-feira, 20 de julho de 2016

Temer tenta consertar estrago de Padilha e diz que BC é autônomo

: Presidente interino Michel Temer afirmou que o Banco Central tem plena autonomia para definir a taxa básica de juros e que a política monetária tem como prioridade combater a inflação; afirmação de Temer vem logo depois de o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmar que o presidente interino via com bons olhos queda na Selic, hoje a 14,25% ao ano; Comitê de Política Monetária (Copom) deverá anunciar nesta quarta-feira (20) se mantém ou não a atual taxa de juros
Reuters - O presidente interino, Michel Temer, afirmou nesta quarta-feira (20) que o Banco Central tem plena autonomia para definir a taxa básica de juros e que a política monetária tem como prioridade combater a inflação, segundo informou a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto.
A afirmação de Temer vem logo depois do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmar que o presidente interino via com bons olhos queda na Selic, hoje a 14,25% ao ano.
Nesta noite, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC --pela primeira vez sob o comando de Ilan Goldfajn-- anuncia ecisão sobre a Selic e a ampla expectativa de especialistas é de que a taxa seja mantida, diante do cenário de inflação elevada apesar da fraqueza econômica.
http://www.brasil247.com/pt/247/economia/244999/Temer-tenta-consertar-estrago-de-Padilha-e-diz-que-BC-é-autônomo.htm

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Cunha é derrotado na CCJ e cassação vai para plenário

LUIS MACEDO: Por 48 votos a 12, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi derrotado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, que decidiu rejeitar o parecer do relator do recurso de Cunha, deputado Ronaldo Fonseca (PMDB-BA), que recomendou que o processo de cassação de mandato do peemedebista voltasse ao Conselho de Ética; com o resultado, o processo avança e irá para votação em plenário; participando de sessão na CCJ pelo terceiro dia seguido, Cunha voltou a dizer hoje que não mentiu na CPI da Petrobras quando negou ter contas secretas na Suíça, motivo que baseou o pedido de cassação contra ele
Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara decidiu hoje (14), por 48 votos a 12, rejeitar o parecer do relator do recurso de Cunha na CCJ, Ronaldo Fonseca (PMDB-BA), que recomendou que o processo voltasse ao Conselho de Ética, sob o argumento de que a votação na qual a cassação foi aprovada seria nula, pois deveria ter sido por meio eletrônico e não nominal ao microfone, como ocorreu.
O processo agora segue para apreciação no plenário da Casa. O presidente da comissão, Osmar Serraglio (PMDB-PR), designou o deputado Max Filho (PSDB-ES) como relator do novo parecer, que será votado pelos deputados no plenário.
Foram necessárias três sessões para que os deputados que compõem a CCJ conseguissem votar o parecer do relator sobre o recurso. Deputados aliados de Cunha tentaram por diversas vezes obstruir a votação, apresentando sucessivos requerimentos para que ela fosse adiada, todos negados.
O atraso nos trabalhos da CCJ, entretanto, acabou jogando para agosto a votação em plenário sobre a cassação de Cunha, pois a Câmara entra, ao fim desta semana, em "recesso branco", sem votações.
Escolhido na madrugada de hoje como novo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse, logo após sua eleição, que ajudou a eleger Cunha e ponderou que o desfecho do processo deve ocorrer "dentro das regras da Casa" e quando houver "quórum adequado".
"Eu não menti"
Cunha é acusado de ter mentido na Comissão Parlamentar de Impeachment da Petrobras ao negar ter contas em seu nome na Suíça. O Ministério Público Federal (MPF) colheu provas que atestam a existência de tais contas. Seu pedido de cassação foi feito pelos partidos Rede e PSOL.
"Eu não menti na CPI", voltou a afirmar Cunha, em sua última oportunidade de defesa na CCJ. Ele alega que não possui contas na Suíça, mas sim trusts, figura jurídica pela qual a propriedade das contas cabe a um administrador, que fica responsável por gerir os recursos concedidos por um depositante.
Cunha negou também, mais uma vez, que a troca de relator e outros procedimento realizados no Conselho de Ética tenham sido manobras para protelar o andamento do processo de cassação de Cunha. Com duração de nove meses, o processo é considerado o mais longo da história da Câmara dos Deputados.
O ex-presidente da Câmara voltou ainda a acusar o presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PR-BA), de ter cometido erros deliberados no processo com o objetivo de se projetar na mídia. "As manobras de que me acusam são manobras do presidente do Conselho de Ética, que por ser um parlamentar com pouca relevância midiática, usou o processo para se manter na mídia", afirmou.
Ele acusou também seus adversários de quererem se vingar por ele ter aceitado a abertura do processo de impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff. Segundo seus adversários, contudo, são alguns dos próprios aliados do ex-presidente da Câmara que agora apoiam sua cassação.
"Ele foi funcional ao impeachment e utilizou o impeachment para se projetar, mas a tropa de choque jogou a toalha, acabou a brincadeira", disse Ivan Valente (PSOL-SP).
"Temos júbilo de ter feito o deputado Cunha o presidente da Câmara por que, caso contrário, quem estaria sentada no Palácio do Planalto seria Dilma Vana Rousseff", respondeu Carlos Marun (PMDB-MS), um dos principais defensores de Cunha.
Precedente
"Está muito claro aqui que está sendo feito um julgamento político num processo jurídico", afirmou Cunha minutos antes da votação. Anteriormente, ele afirmou que "a covardia que podemos ter hoje, pode amanha ser um precedente que pode prejudicar muitos".
Em sessões anteriores, Cunha foi acusado por adversários de tentar intimidar outros parlamentares ao ter alegado em sua defesa que, caso seja cassado, também deveriam ser cassados os outros 117 deputados indiciados em investigações.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/243946/Cunha-é-derrotado-na-CCJ-e-cassação-vai-para-plenário.htm

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quarta-feira, 13 de julho de 2016

LAVA JATO INVESTIGA O PRESIDENTE DO STJ

: O ministro Francisco Falcão é a autoridade mais alta do Poder Judiciário investigada na Operação Lava Jato; o motivo é uma offshore mantida pela família no exterior, a LLC Areia Branca; em nome dela, estão imóveis no exterior, alguns com valores acima de US$ 3 milhões; a investigação surgiu a partir da delação de Delcídio Amaral e está nas mãos do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal; Falcão confirma a existência da offshore, mas diz que pertence a seu filho; "Não existe nada disso. Meu pai nunca teve conta no exterior. Meu filho, sim, mas está tudo declarado no Imposto de Renda dele. Não tenho nada com essa offshore. Podem procurar, não vão encontrar nada errado. Não perco um minuto de sono com isso. Vou dormir tranquilo"
Brasília 247 – A Operação Lava Jato, que já fez estragos nos poderes Executivo e Legislativo, pode chegar em breve ao Judiciário, atingindo o presidente da segunda mais alta corte do País.
Trata-se do ministro Francisco Falcão, presidente do STJ, que é alvo de investigação que repousa na mesa de Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, segundo informa o jornalista Lauro Jardim, em sua coluna.
O motivo da investigação é uma offshore mantida pela família no exterior, a LLC Areia Branca, que teria sido aberta pelo pai do ministro.
Em nome dela, estão imóveis no exterior, alguns com valores acima de US$ 3 milhões.
A investigação surgiu a partir da delação de Delcídio Amaral, que mencionou ainda a ligação do ministro Falcão com a Odebrecht.
Falcão confirma a existência da offshore, mas diz que pertence a seu filho. "Não existe nada disso. Meu pai nunca teve conta no exterior. Meu filho, sim, mas está tudo declarado no Imposto de Renda dele. Não tenho nada com essa offshore. Podem procurar, não vão encontrar nada errado. Não perco um minuto de sono com isso. Vou dormir tranquilo."
http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/241804/Lava-Jato-investiga-o-presidente-do-STJ.htm

Doação de campanha: para senador, mais da metade de políticos se elege com verbas espúrias

Campanha

Um relatório da Polícia Federal revela mais um aspecto do complexo sistema de contribuição de empresas para campanhas eleitorais no Brasil. Reportagem publicada nesta quarta-feira, 13, pelo jornal "O Estado de S.Paulo" mostra contribuições feitas de forma indireta, em 2012, pela Construtora Norberto Odebrecht à campanha de Aécio Neves (PSDB-MG).

Baseada no relatório, a reportagem reproduz as mensagens entre Otávio Azevedo, ex-presidente da construtora, e Oswaldo Borges, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais, acertando a contribuição de valores destinados ao Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), presidido à época por Andrea Neves, irmã de Aécio, quando ele governador de Minas.
As investigações tentam apurar agora se esses recursos foram utilizados na campanha de Aécio à presidência da República em 2014. O senador do PSDB responde atualmente a dois inquéritos no Supremo Tibunal Federal (STF). Nas ações propostas pela Procuradoria-Geral da União, há suspeita de desvio de recursos de Furnas em Minas, em 2005, e o segundo tem relação sobre suspeitas de que o parlamentar mantinha contas em paraísos fiscais no exterior em nome de sua mãe, Inês Maria Neves Faria.
O senador Lasier Martins (PDT-RS) diz que as contribuições de empresas para campanhas eleitorais era um vício enraizado na vida política do país há muitos anos, mas não se tinha provas, apenas a profunda desconfiança que era assim.
"O grande mérito da Operação Lava Jato é que veio a se descobrir o que se suspeitava, isto é, mais da metade dos políticos vivem na política, se elegem com verbas espúrias que favorecem os partidos, uma parcela, e a outra parcela vai para o bolso deles. Por isso sempre houve muito interesse dos políticos em intervir nas direções das estatais principalmente, para ganhar propina."
Senador João Capiberibe - PSB/AP
Jefferson Rudy/ Agência Senado
'Crise se aprofundou'
Segundo o parlamentar gaúcho, a praxe era generalizada.
"Deveríamos admitir que se um partido comete essa infração — como esses que estão mais à vista, PT, PMDB, PP — por que não estaria o PSDB junto? É algo que parece não ter limite, mas pouco a pouco vão se apurando as responsabilidades e isso vai permitir que, finalmente, haja uma grande depuração na história, nas tradições e na política do Brasil, e quem sabe possamos aspirar para daqui a um ano, dois, três termos um Brasil mais limpo. Passar o Brasil a limpo era um dos grandes anseios dos brasileiros. E isso está acontecendo, estamos no auge desse processo."
Os defensores da doação de campanhas a partidos quase sempre citam que essa é uma prática regular nos Estados Unidos. Alguns especialistas, porém, destacam importantes diferenças entre o sistema eleitoral brasileiro e o americano. Alberto Rollo, da Rollo Advogados Associados — considerado um dos maiores escrtório no Brasil especializado em Direito Eleitoral — faz a seguinte distinção:
"Nos Estados Unidos, quando as pessoas fazem essa comparação, lá é um lobby, que é legalizado. Você contratra um grupo ou uma pessoa para batalhar pela aprovação deste ou daquele projeto. Lá se tem anos e anos dessa tradição. No Brasil não se tem lobby legalizado, algo que se pode falar lá para frente em uma eventual mudança legislativa. Hoje o que se tem é doação de pessoas físicas para campanhas eleitorais. Essa moificação foi implementada no ano passado. O STF já havia decidido que pessoa jurídica não podia fazer doação, e o legislador, naquela minirreforma política que hove em 2015, acabou colocando isso na lei. Hoje em 2016, para as eleições municipais e daqui para frente não existem contribuições de pessoas jurídicas."
Rollo observa que a questão da doação não se refere apenas a dinheiro em espécie.
Procurador-Geral da República Rodrigo Janot
Valter Campanato/Agência Brasil
Rodrigo Janot: ‘A Lava Jato, por si só, não salvará o Brasil’
"Também em Direito Eleitoral aquilo que se chama de bem estimável em dinheiro. É um carro que está em nome da empresa e eu cedo para o candidato, um voo de helicóptero, uma carona que dou para ele se deslocar, o imóvel onde eu faço meu comitê. Tudo isso está proibido, está vedado."
No caso específico da doação para a Servas, Rollo observa que se está falando de doação para um serviço social que eventualmente deu destinação ao dinheiro, e isso vai ser explicado em algum momento.
"Não é doação eleitoral. Se isso aconteceu, não é tão fora de cogitação diante da crise que estamos vivendo. De repente recebeu o dinheiro lá em 2012 e segurou até 2014. Agora isso tem que provar."
Segundo o advogado a gente ouve muito: 'Eu doei não sei quantos milhões, mas está tudo na prestação de contas."
"O problema não é eu receber R$ 10 milhões de doação na minha prestação de contas. Problema é saber de onde veio o dinheiro."
Procurada pela Sputnik Brasil, a Andrade Gutierrez enviou a seguinte nota oficial:
"A Andrade Gutierrez mantém o compromisso de colaborar com a Justiça. Além disto, tem feito propostas concretas para dar mais transparência e eficiência nas relações entre setores público e privado."
http://br.sputniknews.com/brasil/20160713/5609778/eleicao-candidatos-legislacao-empresas-policia-federal-investigacoes.html

Dilma nunca tiraria dos pobres para dar aos ricos, como faz Temer, diz Gleisi


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Via PT No Senado
O governo interino de Michel Temer corta recursos dos principais programas sociais do País – como o Minha Casa Minha Vida – sob o argumento de falta de recursos, mas trabalhou na aprovação de um reajuste para servidores do Judiciário que custará R$ 58 bilhões aos cofres públicos em quatro anos. Para a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), essa seletividade mostra que Temer privilegia a elite do serviço público.
“A presidenta Dilma sabia das dificuldades orçamentárias, sabia que tinha de fazer um déficit em 2016, mas sempre mediou a situação. Jamais tirou, ou tiraria, dinheiro dos programas sociais para viabilizar pagamento de aumentos para o funcionalismo mais rico”, diz a senadora, em artigo publicado nesta segunda-feira (6) no Blog Esmael Morais.
Gleisi afirma que o governo interino promove atentados às finanças públicas do País, lembrando que Dilma foi afastada sob o argumento de irresponsabilidade fiscal. “É inacreditável que isso esteja acontecendo e os algozes da presidenta, principalmente a grande mídia, tratem do tema com importância periférica”.
Veja, abaixo, o texto na íntegra:
Pra que serve o impeachment – Gleisi Hoffmann
O agradecimento que o presidente interino Michel Temer fez à Câmara dos Deputados pela aprovação do reajuste salarial de funcionários públicos e do Poder Judiciário nessa semana foi nefasto. O feito custará ao Orçamento Público R$ 58 bilhões. Depois de anunciar um déficit de R$ 170 bilhões e cortes nos programas sociais e na previdência, o governo golpista privilegia a elite do serviço público e, para arrematar, cria 14 mil novos cargos na administração federal.
Afastaram a presidenta Dilma sob o argumento de irresponsabilidade fiscal, crime contra o Orçamento Público e por ter deixado um grande déficit orçamentário. Chegam ao Poder, ampliam o déficit e fazem os maiores atentados às finanças públicas?! É inacreditável que isso esteja acontecendo e os algozes da presidenta, principalmente a grande mídia, tratem do tema com importância periférica.
É verdade que muitos setores do funcionalismo precisavam de reajuste, principalmente aqueles que ganham menos. O governo Dilma já tinha feito as negociações com esses setores e enviado ao Congresso Nacional. O que Dilma não fez, e não faria, foi ceder e dar aumento para o andar de cima do funcionalismo. O que justifica elevar para R$ 39 mil o salário de ministro do Supremo, o que elevará o salário de todos os magistrados do país, e dos políticos, já que é teto salarial, e dizer que não tem recursos para garantir um salário mínimo para os aposentados? Só mesmo um compromisso torto, enviesado, que faz o povo pagar a conta de negociações políticas.
Como justificar para a população que o governo não possui recursos para manter o Minha Casa Minha Vida, o Bolsa Família, o Mais Médicos, os recursos da educação e saúde garantidos na Constituição Federal, mas dá um reajuste salarial que custará duas vezes o que se gasta com o Bolsa Família no ano, por exemplo?!
A presidenta Dilma sabia das dificuldades orçamentárias, sabia que tinha de fazer um déficit em 2016, mas sempre mediou a situação. Jamais tirou, ou tiraria, dinheiro dos programas sociais para viabilizar pagamento de aumentos para o funcionalismo mais rico. Tampouco permitiria pagar uma conta assustadora de juros diminuindo o salário dos aposentados.
O que estamos assistindo agora é a inversão completa do papel do Estado, desenhado desde a Constituição de 1988, reforçado durante os governos Lula e Dilma, em relação à maioria pobre do povo brasileiro. Estão voltando à velha lógica das oligarquias, da elite burocrática do Poder Público, da prevalência dos interesses parlamentares sobre os interesses da sociedade.
Mais ainda está por vir. Anunciaram uma reforma da previdência que é para tirar direitos dos aposentados e dos trabalhadores ativos; a trabalhista, que é para desmontar a CLT; o fim dos subsídios para micros e pequenas empresas, e também para a agricultura familiar; impor limite de despesas orçamentárias pela inflação, exceto juros! Tudo isso em nome da austeridade, de sobrar dinheiro para pagar o serviço da dívida, dar conforto ao sistema financeiro.
Isso é golpe, não tem outro nome. É para isso que estão tentando fazer o impeachment. Golpe forte no povo brasileiro que há pouco tempo começava a deixar de pagar a conta feita pela elite brasileira, que faz ou potencializa as graves crises econômicas. Por isso é Fora Temer!
http://www.centraldaesquerda.com/noticias-gerais/dilma-nunca-tiraria-dos-pobres-para-dar-aos-ricos-como-faz-temer-diz-gleisii/

A maior revelação das delações: o PSDB é um partido visceralmente corrupto

por : Paulo Nogueira
Não sobra um
Não sobra um
A maior revelação das delações é a seguinte: ao contrário do que a imprensa tentou sempre vender aos brasileiros, o PSDB é um partido visceralmente corrupto.
Corrupto e demagógico. O demagogo é aquele que prega o que não faz. O PSDB viveu nos últimos anos condenando a corrupção à luz do sol e, na penumbra, praticando-a freneticamente, com a voracidade de quem sabe que a impunidade está garantida.
Todo mundo sempre soube que o PMDB é um clube de batedores de carteiras. Você vê Sarney na sua frente e automaticamente leva as mãos para os bolsos para proteger sua carteira.
Mas, graças à parceria que sempre teve com a mídia, o PSDB era tido por muitos inocentes úteis como um reduto de homens puros.
Essa mentira histórica ruiu espetacularmente, e é um dos grandes ganhos da crise política que tomou o país.
O que aconteceu com o PSDB, simplesmente, é que a imprensa não publicou sua roubalheira.
A frase que simboliza isso foi pronunciada pelo delator Sérgio Machado: “Fui dez anos do PSDB. Não sobra um.”
Isso poderia estar gravado no túmulo tucano: “Não sobra um”. No jazigo pessoal de Aécio, o epitáfio poderia ser outra frase de Machado: “Todo mundo conhecia seu esquema”.
Uma informação do delator Cerveró pode ser o epitáfio de FHC: “Foi o campeão das propinas”.
O benefício do desmascaramento tucano é imenso para a sociedade. Imagine se o mesmo tivesse ocorrido com a UDN na campanha contra Getúlio. O trabalho sujo de desestabilização contra Jango à base do “combate à corrupção” teria sido abortado.
Nunca mais a plutocracia conseguirá ludibriar os brasileiros com a falácia da corrupção. Ficou claro que ela é a própria essência da corrupção.
Talvez então o país possa debater com profundidade o que é realmente o câncer nacional: a desigualdade.
(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).
Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Mágica da mídia faz Aécio desaparecer em meio à enxurrada de denúncias

: "O silêncio de alta densidade, sobretudo, que permite a Aécio sumir das manchetes por tempo indeterminado constitui a principal forma de proteção que a mídia tem concedido a ele", diz Bajonas Teixeira de Brito Júnior, colunista do Cafezinho; leia seu artigo
Por Bajonas Teixeira de Brito Junior, colunista de política do Cafezinho
Aécio Neves é o presidente do maior partido de oposição ao governo Dilma, o PSDB, foi o segundo candidato mais votado nas últimas eleições presidenciais e, além disso, esteve à frente das manifestações pelo impeachment e do processo que levou ao governo interino de Michel Temer. No entanto, como se fosse um cidadão comum, Aécio some da mídia, não se posiciona a respeito da política econômica e se cala sobre as questões decisivas num momento crítico da história do país.
Em outros lugares, a opinião pública não aceitaria esse desaparecimento porque um líder político não pode simplesmente abandonar suas responsabilidades e esconder-se. Ele seria acusado de deserção. Um batalhão de repórteres estaria no encalço de Aécio, dia e noite, como um pelotão de busca atrás de um general desertor. Sobretudo, ele não poderia se furtar de prestar contas à sociedade e aos seus eleitores sobre tantas denúncias, que se agravam por virem de denunciantes diferentes (Sérgio Machado, Pedro Corrêa, Léo Pinheiro, Delcídio do Amaral).
No Brasil, ao contrário, o chá de sumiço é a estratégia mais corriqueira e manjada dos políticos acusados de corrupção. Foi o que fez Sérgio Cabral Filho, governador do Rio, quando muitas nuvens negras se acumularem sobre a sua praia. No entanto, no caso do Sérgio Cabral, a Globo profanou o seu recolhimento, e uma indiscreta matéria da revista Época colou o dedo na sua ferida. O título da matéria já disse quase tudo: Cabral exigiu 5% de propina nas obras do Maracanã, dizem delatores. Irônico, o texto começou assim:
“Desde que deixou o cargo de governador do Rio, há pouco mais de dois anos, Sérgio Cabral tornou-se um político recluso. Suas aparições públicas são raras e nada se sabe sobre como passa seus dias.”
A matéria passou o pente fino nas denúncias de transgressões associadas ao nome do ex-governador. Mas e Aécio? Aécio vai muito bem, obrigado, porque a mídia o deixa no conforto do limbo oculto num véu de invisibilidade. Tudo indica que dificilmente será desalojado daí.
Com as inúmeras denúncias dirigidas a Aécio desde 2014, a começar pelo aeroporto em terras do tio-avô, tudo se passou em brancas nuvens flutuando num céu de brigadeiro. Só recentemente, e muito aos poucos, as denuncias foram ganhando maior visibilidade, e isso mais por conta da PGR de Rodrigo Janot do que por força da responsabilidade da mídia de informar. De todo modo, o acúmulo de denúncias nas últimas semanas obrigaram Aécio Neves a mergulhar mais fundo no submundo da invisibilidade.
O mês de junho de 2016 mostrou-se excepcionalmente rico em denúncias de corrupção envolvendo Aécio Neves e de denuncias, o que é pior, sacralizadas pelo selo de “delações premiadas”. Assim, na delação premiada do ex-deputado condenado no mensalão e na Lava Jato, Pedro Corrêa (PP-PE), Aécio surge como indicando diretores da Petrobras, já Sérgio Machado apontou seu envolvimento em pagamentos, com recursos provenientes da corrupção naturalmente, para financiar deputados e eleger-se presidente na Câmara Federal em 2001. Por fim, o empreiteiro Léo Pinheiro, sócio e ex-presidente da OAS, afirma que pagou propina a auxiliares de Aécio.
Apesar dos pesares, embora a situação de Aécio tenha se complicado extraordinariamente, não se levantou na mídia um clima de caça às bruxas, de linchamento moral e político, semelhante ao que ocorreu com Lula, no momento da sua indicação para o ministério, quando a Globo mobilizou até o STF para vociferar raivosamente contra um ex-presidente da república.
O tratamento ameno e amigável, em que as manchetes aparecem para sumirem instantes depois dos portais, não deixa espaço para o teatro da indignação escandalizada.
Além disso, em diversos momentos, a mídia sai em defesa de Aécio, sempre de forma indireta, seja através da apresentação de sua figura como a de um líder prestigiado no meio político, seja dando ressonância a defesas, como a recente de FHC garantindo que Aécio nunca pediu a ele cargos de diretores na Petrobras.
O silêncio de alta densidade, sobretudo, que permite a Aécio sumir das manchetes por tempo indeterminado constitui a principal forma de proteção que a mídia tem concedido a ele. O presidente do PSDB pode estar afundando aos poucos num pântano de descrédito, mas não é vítima nem do ódio generalizado embora relativamente ameno, que o país devota hoje a Eduardo Cunha, nem do ódio virulento cristalizado em certos segmentos da classe média contra Lula. A mídia o tem resguardado contra isso.
Bajonas Teixeira de Brito Júnior – doutor em filosofia, UFRJ, autor dos livros Lógica do disparate, Método e delírio e Lógica dos fantasmas, e professor do departamento de comunicação social da UFES.
http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/241747/M%C3%A1gica-da-m%C3%ADdia-faz-A%C3%A9cio-desaparecer-em-meio-%C3%A0-enxurrada-de-den%C3%BAncias.htm